ADVERTÊNCIAS CLONIDIN

Atualizado em 28/05/2016
O produto deve ser usado com cautela em portadores de doenças vasculares1 cerebrais, nos casos de insuficiência2 coronária ou de infarto do miocárdio3 recente, nos portadores de distúrbios vasculares1 periféricos oclusivos tais como a doença de Raynaud4 e em casos de histórico depressivo.
Durante o tratamento com CLONIDIN®, os batimentos cardíacos não devem estar abaixo de 56 batimentos por minuto.
Os portadores de lentes de contato devem ocasionalmente observar a diminuição do fluxo lacrimal.
Durante o tratamento com CLONIDIN® o paciente não deve dirigir veículos, operar máquinas ou trabalhar em serviços contínuos, pois a sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Uso em Analgesia Pós-Operatória ou Obstétrica:- O produto não é recomendado para o monitoramento da analgesia do parto, pós-parto, ou peri-cirúrgica. O risco de instabilidade hemodinâmica5, especialmente hipotensão6 e bradicardia7, após clonidina peridural8, pode ser inaceitável nesses pacientes.
Hipotensão6:- Pode ocorrer grave hipotensão6 após a administração de CLONIDIN® e portanto cuidados devem ser tomados com todos os pacientes. O produto não é recomendado na maioria dos pacientes com doença cardiovascular grave ou para aqueles que são hemodinamicamente instáveis. O benefício de sua administração nesses pacientes deve ser cuidadosamente calculado contra os potenciais riscos resultantes da hipotensão6.
Os sinais vitais9 devem ser freqüentemente monitorados, especialmente durante os primeiros dias da terapia peridural8 com CLONIDIN®. Quando a droga é infundida nos segmentos espinhais torácicos superiores, podem ser verificadas quedas mais pronunciadas na pressão sangüínea10.
A clonidina diminui o fluxo simpático11 do sistema nervoso central12 resultando em diminuição da resistência periférica13, resistência vascular14 renal15, freqüência cardíaca e pressão sangüínea10. Contudo, na ausência de hipotensão6 profunda, o fluxo arterial renal15 e a taxa de filtração glomerular permanecem essencialmente inalterados.
Em um estudo duplo-cego16, aleatório, de pacientes com câncer17, no qual administraram-se por via peridural8 a 38 pacientes, 30 mcg/h de clonidina, após administração de morfina peridural8, houve ocorrência de hipotensão6 em cerca de 45% dos pacientes. A maioria dos episódios de hipotensão6 ocorreu nos primeiros quatro dias após o início da administração peridural8 de clonidina. Entretanto, episódios de hipotensão6 ocorreram através da duração de todo o estudo. Estes episódios tiveram tendência de ocorrer mais comumente em mulheres, e com pacientes com níveis séricos mais altos de clonidina. Os pacientes que apresentaram hipotensão6 também tiveram tendência de pesar menos do que aqueles que não tiveram hipotensão6. A hipotensão6 responde normalmente aos fluídos intravenosos e, se necessário, à efedrina parenteral.
Os relatos publicados sobre o uso de clonidina peridural8 na analgesia intra e pós-operatória, também demonstram hipotensão6 consistente e marcante como resposta à droga. Pode ocorrer hipotensão6 grave mesmo se houver pré-tratamento com fluído intravenoso.
Abstinência:- A interrupção repentina do tratamento com clonidina, em relação à via de administração, tem resultado em alguns casos, em sintomas18 como nervosismo, agitação, cefaléia19 e tremor, acompanhado ou seguido por uma rápida elevação na pressão sangüínea10. A probabilidade de tais reações parece ser maior após a administração de doses mais altas ou com o tratamento concomitante com beta-bloqueadores. Nestas situações devem ser tomados cuidados especiais. Após abstinência abrupta de clonidina foram relatados casos raros de encefalopatia hipertensiva20, acidentes cerebrovasculares e óbito21. Pacientes com histórico de hipertensão22 e/ou outras condições cardiovasculares subjacentes podem estar sob risco das conseqüências da descontinuação abrupta da clonidina. No estudo duplo-cego16, aleatório, de dor no câncer17 de 38 pacientes, aos quais foram administrados 720 mcg de clonidina por dia, os mesmos tiveram hipertensão22 rebote após interrupção abrupta da clonidina. Um desses pacientes, com hipertensão22 rebote, também sofreu acidente cerebrovascular.
O monitoramento cuidadoso do funcionamento da bomba de infusão e a inspeção23 do cateter, verificando a existência de obstrução ou deslocamento, pode reduzir o risco de supressão abrupta inadvertida de clonidina peridural8. Os pacientes devem comunicar imediatamente seu médico se houver interrupção inadvertida, por qualquer razão, da administração de clonidina. Os pacientes também devem ser instruídos para não descontinuar a terapia sem consultar o médico.
Quando houver descontinuação da terapia peridural8 com clonidina, o médico deve reduzir a dose gradualmente por 2 a 4 dias para evitar os sintomas18 de abstinência.
Um excessivo aumento na pressão arterial24, após a descontinuação da clonidina peridural8, pode ser tratado com clonidina ou fentolamina intravenosa. Se a terapia tiver que ser descontinuada em pacientes sob tratamento concomitante com clonidina e beta-bloqueadores, o beta-bloqueador deve ser interrompido vários dias antes da descontinuação gradual da clonidina peridural8.
Infecções25:- As infecções25 relacionadas com os cateteres peridurais implantados são um sério risco. A ocorrência de febre26 em paciente que esteja recebendo clonidina peridural8 deve incluir a possibilidade de infecção27 relacionada com o cateter, tal como a meningite28 ou abcesso peridural8.
Segurança:- A segurança deste produto somente foi estabelecida em grupo muito selecionado de pacientes com câncer17 e somente após um ensaio adequado de analgesia opióide. Outro uso não tem segurança comprovada e não é recomendado. Em algum raro paciente, os potenciais benefícios podem sobrepujar os conhecidos riscos.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
2 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
3 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
4 Doença de Raynaud: Condição hereditária, não associada a outras doenças (Raynaud primário), que afeta o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo humano quando submetido a baixas temperaturas ou estresse. Ocorre pela redução do suprimento de oxigênio. A pele fica esbranquiçada, empalidecida, fria e pode ficar dormente. Quando o oxigênio é totalmente consumido pelas células, a pele começa a adquirir uma coloração azulada ou roxa (chamada cianose). Estes eventos são episódicos, com duração variável de acordo com a gravidade da doença. No final do episódio, a pele é aquecida e volta a ficar avermelhada por vasodilatação. Na variação mais comum da doença de Raynaud há três mudanças de cores (branca ou pálida; azul, roxa ou cianótica; e avermelhada ou rubra). Alguns pacientes não apresentam todas as fases de mudanças de cores.
5 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
6 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
7 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
8 Peridural: Mesmo que epidural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
9 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
10 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
11 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
12 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
13 Resistência periférica: A resistência periférica é a dificuldade que o sangue encontra em passar pela rede de vasos sanguíneos. Ela é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar especificamente, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial diastólica. A resistência é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias reguladoras da pressão como a angiotensina e a catecolamina.
14 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
15 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
16 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
17 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
18 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
19 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
20 Encefalopatia hipertensiva: É o aumento difuso da pressão intracraniana que pode resultar de uma complicação da má evolução da hipertensão arterial.
21 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
22 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
23 Inspeção: 1. Ato ou efeito de inspecionar; exame, vistoria, inspecionamento. 2. Ato ou efeito de fiscalizar; fiscalização, supervisão, observação. 3. Exame feito por inspetor (es).
24 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
25 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
26 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
27 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
28 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

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