FARMACOLOGIA CLÍNICA TEQUIN

Atualizado em 28/05/2016

A gatifloxacina é administrada na forma de racemato, com disposição e atividade antibacteriana dos enantiômeros R- e S- virtualmente idênticas. A gatifloxacina foi planejada quimicamente para: (1) maximizar sua atividade antibacteriana e diminuir a probabilidade de resistência antimicrobiana pela adição de um grupo ciclopropila na posição N-1 e um grupo metóxi na posição C-8. (2) minimizar sua toxicidade1 pela ausência do halóide na posição C-8, o que proporciona grande redução do potencial de fototoxicidade, e a adição do grupo piperazinila na  posição C-7 que minimiza a ligação ao receptor GABA2 e reduz o risco de tontura3 e (3) otimizar sua farmacocinética pela adição de um grupo metila em substituição ao grupo piperazinila na posição C7, o que prolonga a meia-vida (mantendo a dose de uma vez por dia), fornece estabilidade metabólica (evidenciada pela eliminação de droga inalterada principalmente por via renal4), e pode minimizar a interação com as enzimas metabolizadoras de droga com uma diminuição correspondente do risco de interações droga-droga baseadas no metabolismo5.

Absorção
A gatifloxacina é bem absorvida no trato gastrintestinal após administração oral e pode ser ingerida sem levar em conta as refeições.  A biodisponibilidade absoluta da gatifloxacina é de 96%. Os picos de concentração plasmática da gatifloxacina ocorrem 1 a 2 horas após a administração oral.

As vias de administração oral e intravenosa da gatifloxacina podem ser consideradas intercambiáveis, uma vez que a farmacocinética da gatifloxacina após a administração intravenosa é similar à observada após a administração oral, quando ambas forem administradas em doses iguais. (Figura 1) (ver também POSOLOGIA e ADMINISTRAÇÃO).

Figura 1 -  Perfil de concentração plasmática média da gatifloxacina pelo tempo  após administração oral (OR) e intravenosa (IV) de uma dose única de 400mg em indivíduos sadios.


Farmacocinética
Os parâmetros farmacocinéticos médios da gatifloxacina após doses orais únicas de 200 mg, doses orais únicas e múltiplas de 400 mg e após infusões intravenosas de 200 mg e 400 mg de forma única ou múltipla em períodos de 1 hora estão relacionados na tabela a seguir:


Parâmetros farmacocinéticos da gatifloxacina (± Desvio padrão médio)


            Cmax (µg/ml)    a Tmax (horas)      AUCb  (µg.h/ml)    T1/2  (horas)    Vdss   (l/Kg)     Cl  (ml/min)    ClR    (ml/min)     RU (%)
TEQUIN compr. 200mg
dose única  (n=12)             1,98±0,40      1,00 (0,50, 2,50)      14,2±2,4      -      -      240,9 ±39,7      -      73,8±10,9
TEQUIN compr. 400mg dose única (n=202)c  dose múltipla (n=18)  dose múltipla (n=140)d       3,79±0,98  4,23±1,28  4,21±1,89      1,00 (0,50, 6,00) 1,50 (0,50, 4,00) -      33,0±6,2  34,4±5,7  51,3±20,4      7,77 ±1,31 7,06 ±0,58 -      -  -  -      209,8 ±43,9 198,5 ±30,7 147,2 ±47,7      151,4 ±46,3 158,7 ±34,4 -      72,4±18,1  80,2±12,2  -
TEQUIN IV 200mg dose única (n= 12)  dose múltipla (n= 8)e      2,18±0,26  2,38±0,36      1,00 (0,67, 1,50) 1,00 (0,67, 1,00)     15,9±2,6  16,8±3,6     11,08 ±4,06 12,31 ±4,55     1,9 ±0,1 2,0 ±0,3     214,4 ±36,5 207,0 ±44,0     154,9 ±32,0 154,7 ±55,1     71,7±6,82  72,4±16,4
TEQUIN IV 400mg dose única (n= 30)  dose múltipla (n= 5)     5,52±0,99  4,56±0,61      1,00 (0,50, 1,00) 1,00 (1,00, 1,00)     35,1±6,7  35,4±4,6     7,43 ±1,56 13,90 ±3,89     1,5 ±0,2 1,6 ±0,5     196,1 ±33,4 190,5 ±24,0     123,7 ±40,9 161,0 ±42,6     62,3±16,7  83,5±13,8
a Média (mínimo; máximo)
b dose única: AUC(0- ), dose múltipla: AUC(0-24)
c n=184 para Cl; n=134 para ClR e n=132 para RU
d com base no modelo de farmacocinética da população de pacientes; n= 103 para Cmax e n=7 para ClR e RU
Cmáx: Concentração sérica máxima
Tmáx: Tempo para atingir a concentração sérica máxima (Cmax)
AUC: Área sob a curva da concentração pelo tempo
T1/2; Meia-vida sérica
VdSS: Volume de distribuição no estado de equilíbrio
Cl: Clearance total I.V. e clearance total aparente oral
ClR: Cclearance renal4
RU: Recuperação urinária

A farmacocinética da gatifloxacina é linear e independe do tempo, quando administrada em doses variando de 200 a 800 mg por um período de até 14 dias. As concentrações no estado de equilíbrio são atingidas na dose do terceiro dia de gatifloxacina oral ou intravenosa. Em estado de equilíbrio,  as  concentrações plasmáticas  máxima e mínima alcançadas após um regime de dose de 400mg uma vez ao dia são de aproximadamente 4,2µg/ml e 0,4µg/ml, respectivamente, para a dose oral e 4,6µg/ml e 0,40µg/ml, respectivamente, para a dose intravenosa.
Distribuição
A ligação da gatifloxacina às proteínas6 plasmáticas é de aproximadamente 20%,  independente da concentração. O volume médio de distribuição da gatifloxacina em estado de equilíbrio (VdSS) variou de 1,5 a 2,0 l/Kg. A gatifloxacina é amplamente distribuída no organismo em muitos tecidos e secreções corporais, como mostra a tabela a seguir. A rápida distribuição da gatifloxacina nos tecidos resulta em concentrações mais altas da gatifloxacina na maioria dos tecidos alvo que no soro7.

Tecido8 ou Secreção            Razão Tecido8-Fluído/Soro7 (faixa)*
Respiratório
 Macrófagos alveolares9                    26,5 (10,9-61,1)
 Mucosa10 brônquica                        1,65 (1,12-2,22)
    Secreção da parede epitelial pulmonar            1,67 (0,81-4,46)
    Parênquema pulmonar                    4,09 (0,50-9,22)
 Mucosa10 sinusal                        1,78 (1,17-2,49)
    Escarro (dose múltipla)                    1,28 (0,49-2,38)
 Mucosa10 do ouvido médio11                    4,10 (0,34-4,55)
Musculoesquelético, Pele12
    Secreção de vesículas13 cutâneas14                1,00 (0,50-1,47)
          Ossos                            0,62 (0,16-1,95)

Gastrintestinal
    Saliva                            0,88 (0,46-1,57)
 Bile15                                5,34 (0,33-14,0)

Sistema Nervoso Central16
    Líquido cerebroespinal (dose múltipla)            0,36 (0,21-0,45)

Aparelho Reprodutor
 Próstata17                            1,88 (1,11-3,28)
    Secreção prostática                    1,23 (1,05-1,72)
    Ejaculado                            1,07 (0,86-1,32)
 Líquido seminal18                        1,01 (0,81-1,21)
 Vagina19                            1,22 (0,57-1,63)
          Colo uterino20                            1,45 (0,56-2,64)
 Endométrio21                                                                   1,95 (0,77-2,83)
 Miométrio22                            1,63 (0,57-2,20)
          Trompa                            1,49 (0,53-2,56)
 Ovário23                            1,80 (0,69-3,07)
* Valores médios de 24 horas após administração de doses únicas (100, 150, 200, 300 e 400mg) e múltiplas (150 e 200mg duas vezes ao dia) de TEQUIN, exceto para secreção de vesículas13 cutâneas14 e saliva, cujo valor apresentado refere-se à AUC média.

Metabolismo5
A gatifloxacina sofre biotransformação limitada no homem com menos de 1% da dose eliminada na urina24 na forma dos metabólitos25 etilenodiamina e metiletilenodiamina.

Estudos in vitro com isoenzimas do citocromo P450 (CYP) indicam que a gatifloxacina não inibe a CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, CYP2C19 ou a CYP1A2, sugerindo que a gatifloxacina provavelmente não altera a farmacocinética das drogas metabolizadas por estas enzimas (p. ex., teofilina, ciclosporina, varfarina, midazolam).

Estudos  in vivo realizados em animais e no homem indicam que a gatifloxacina não é um indutor enzimático. Portanto, é improvável que altere seu próprio metabolismo5 ou de outras drogas que sejam administradas concomitantemente.

Eliminação
Mais de 70% de uma dose de TEQUIN foi recuperada de forma inalterada na urina24 48 horas após administração oral e intravenosa e 5% foi recuperado nas fezes. Menos de 1% da dose foi recuperada na urina24 na forma de dois metabólitos25. Cristais de gatifloxacina não foram observados em pacientes que receberam doses superiores a 800 mg.

A gatifloxacina é eliminada como droga inalterada principalmente por via renal4.  A meia-vida de eliminação média da gatifloxacina é de 7 a 14 horas, independentemente da dose e da via de administração. O "clearance" renal4 é independente da dose, e seus valores médios variam de 124 a 161 ml/min. A amplitude deste valor, juntamente com a significativa redução na eliminação da gatifloxacina observada quando da administração concomitante e probenecida, indica que a gatifloxacina passa por filtração glomerular e secreção tubular. A gatifloxacina pode também passar por eliminação biliar e/ou intestinal, uma vez que 5% da dose foi recuperada nas fezes como droga inalterada.

Fotossensibilidade
TEQUIN não exibiu efeitos fototóxicos quando estudado  em voluntários sadios com doses orais de 400 mg uma vez ao dia durante 7 dias.

Populações Especiais
Voluntários Sadios versus Pacientes com Infecção26:
a farmacocinética da gatifloxacina foi similar em voluntários sadios e em pacientes com infecção26 quando a função renal4 foi considerada.

Pacientes Geriátricos: nenhum ajuste de dosagem é necessário em pacientes idosos quando da administração de TEQUIN, levando-se em conta apenas a idade. Após uma dose oral única de 400 mg de gatifloxacina em homens e mulheres jovens (18 a 40 anos de idade) e idosos (  65 anos de idade), foram observadas pequenas diferenças nas mulheres quanto a farmacocinética  da gatifloxacina. Mulheres idosas tiveram aumento de 21% na Cmax e de 32% na AUC em relação a mulheres jovens. Essas diferenças foram relacionadas à principalmente a uma  diminuição da função renal4 devido ao aumento da idade e não parecem ser clinicamente importantes.

Pacientes Pediátricos: a farmacocinética da gatifloxacina em pacientes menores que 16 anos de idade não foi estabelecida.

Sexo: o ajuste de dosagem não é necessário em razão do sexo. Após uma dose oral única de 400 mg de gatifloxacina em pacientes do sexo masculino e feminino, ocorreram apenas pequenas diferenças na farmacocinética da gatifloxacina, principalmente em pacientes idosos. Mulheres idosas tiveram aumento de 21% na Cmax e de 33% na AUC em comparação a homens idosos. Esses resultados foram explicados por diferenças quanto ao peso corporal em função do sexo, e não são considerados clinicamente importantes.

Etnia: não é necessário o ajuste de dose devido à etnia do paciente. A farmacocinética da gatifloxacina não foi significativamente afetada pela etnia dos indivíduos.

Insuficiência Hepática27 Crônica: o ajuste de dosagem de TEQUIN não é necessário em pacientes com insuficiência hepática27. Após dose oral única de 400 mg de gatifloxacina em indivíduos sadios e em pacientes com disfunção hepática28 (classificação de "Child Pugh" B ou C de cirrose29), os valores de Cmax e AUC(0- ) foram ligeiramente mais altos (32% e 23%, respectivamente) nos indivíduos com função hepática28 comprometida. Em razão da atividade antimicrobiana das quinolonas  ser dependente da concentração, não se espera que valores de Cmax, um pouco mais altos em pacientes hepaticamente comprometidos, causem  impacto negativo sobre o resultado do tratamento com TEQUIN nesta população de pacientes.

Insuficiência Renal30:  em pacientes com insuficiência renal30 há redução no "clearance" de gatifloxacina e aumento da exposição sistêmica. É recomendada a redução da dosagem de TEQUIN em pacientes com "clearance" de creatinina31 < 30ml/min (Ver POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO/Ajuste de Dosagem em Pacientes com Insuficiência Renal30).

Pacientes Diabéticos: a farmacocinética da gatifloxacina em pacientes com diabetes tipo 232 (diabetes mellitus33 não insulinodependente) após doses orais de 400mg por dia por períodos de 10 dias foi comparável a farmacocinética de indivíduos sadios.

Homeostase Glicêmica: não foram observadas alterações clinicamente significativas na tolerância à glicose34 (por avaliação da curva de tolerância à glicose34 oral) e na homeostase glicêmica (por avaliação da glicose34 sérica em jejum, da insulina35 sérica e do peptídeo c36) após doses únicas ou múltiplas por infusão intravenosa de 200mg a 800mg de TEQUIN em voluntários sadios, ou 400mg em doses orais diárias de TEQUIN por períodos de 10 dias em pacientes com diabetes37 do tipo 2 (diabetes mellitus33 não insulinodependente). Aumentos discretos e transitórios da insulina35 sérica e decréscimos das concentrações de glicose34 foram observados após a primeira dose de gatifloxacina oral ou intravenosa. Após doses múltiplas orais de TEQUIN em pacientes com diabetes37 do tipo 2 controlada com gliburida, foi observada diminuição das concentrações de insulina35 sérica após avaliação da glicose34 oral, apesar da tolerância à glicose34 oral não ter sido afetada. Assim sendo, recomenda-se cuidadosa monitoração da glicose sanguínea38 nesses pacientes (ver PRECAUÇÕES).

Eletrocardiograma39: não foram observadas alterações eletrocardiográficas (notavelmente quanto ao intervalo QTc) após doses intravenosas únicas ou múltiplas (200, 400, 600 e 800mg por infusão intravenosa de uma hora) de TEQUIN em voluntários sadios e doses orais múltiplas (400mg uma vez ao dia durante 10 dias) de TEQUIN em pacientes com diabetes37 do tipo 2.

Espirometria40: não foram observadas alterações clinicamente significativas na espirometria40 após doses únicas ou múltiplas de 200, 400, 600 e 800mg por infusão intravenosa em indivíduos sadios.
Interação Medicamentosa: a exposição sistêmica da gatifloxacina aumenta após administração concomitante de TEQUIN e probenecida, e é reduzida após administração concomitante com sulfato ferroso ou antiácidos41 contendo sais de alumínio ou magnésio. Doses orais de TEQUIN devem ser administradas pelo menos 2 horas antes ou 2 horas após a ingestão de sulfato ferroso e suplementos alimentares contendo zinco, magnésio ou ferro (como produtos polivitamínicos). Doses orais de TEQUIN devem ser administradas pelo menos 2 horas antes da ingestão de antiácidos41 contendo alumínio/magnésio (ver POSOLOGIA e ADMINISTRAÇÃO/Interações medicamentosas e PRECAUÇÕES/Interação medicamentosa).

Probenecida - a administração concomitante de TEQUIN (200mg em dose oral única) e probenecida (500mg duas vezes ao dia por 1 dia) resulta num aumento de 42% na AUC e num prolongamento da meia-vida da gatifloxacina de 44%.

Sulfato ferroso - quando TEQUIN (400mg em doses orais únicas) foi administrado concomitantemente com sulfato ferroso (325mg em dose oral única), a biodisponibilidade da gatifloxacina foi significativamente reduzida (54% de redução na Cmax em média, e 35%  na AUC média).

Antiácido42 contendo alumínio/magnésio - quando administrado 2 horas antes,  concomitantemente ou 2 horas após antiácidos41 contendo magnésio/alumínio, ocorreram diminuições nas Cmax de gatifloxacina da ordem de respectivamente,  47%, 69% e 15% e na AUC de 40%, 64% e 17%.

Digoxina - a administração concomitante de TEQUIN (400mg oral uma vez ao dia) e digoxina (0,25mg oral uma vez ao dia durante 7 dias) em voluntários sadios não alterou a farmacocinética da gatifloxacina. De maneira geral, foram observados apenas aumentos modestos na Cmax e AUC da digoxina (12% e 19%, respectivamente) e aumentos nas concentrações da digoxina em 3 de 11 pacientes. Como com outros antibacterianos, esta elevação pode ser devida à eliminação de Eurobacterium lentum, um anaeróbio encontrado no trato gastrintestinal de 10% da população em geral e que parece ser responsável pela degradação pré-sistêmica da digoxina. Pacientes recebendo digoxina devem ser monitorados quanto aos sinais43 e sintomas44 de toxicidade1. Pacientes que manifestem estes sinais43 e/ou sintomas44 de intoxicação devem ter suas concentrações séricas de digoxina determinadas e sua dosagem ajustada apropriadamente (ver PRECAUÇÕES/Interação medicamentosa).

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
2 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
3 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
4 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
5 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
6 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
7 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
8 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
9 Macrófagos Alveolares: Fagócitos mononucleares, redondos e granulares, encontrados nos alvéolos dos pulmões. Estas células ingerem pequenas partículas inaladas, resultando em degradação e apresentação do antígeno para células imunocompetentes.
10 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
11 Ouvido médio: Atualmente denominado orelha média, é constituído pela membrana timpânica, cavidade timpânica, células mastoides, antro mastoide e tuba auditiva. Separa-se da orelha externa através da membrana timpânica e se comunica com a orelha interna através das janelas oval e redonda.
12 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
13 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
14 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
15 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
16 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
17 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
18 Líquido seminal: Líquido seminal é um líquido pré-ejaculatório, que limpa o canal da uretra, neutralizando o pH e matando possíveis micro-organismos, para que o esperma não seja contaminado.
19 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
20 Colo Uterino: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
21 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
22 Miométrio: A capa de músculos lisos do útero, que forma a massa principal do órgão.
23 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
26 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
27 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
28 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
29 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
30 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
31 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
32 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
33 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
34 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
35 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
36 Peptídeo C: (Connecting peptide) Substância que o pâncreas libera para a corrente sangüínea em igual quantidade de insulina. Indiretamente, indica a secreção de insulina pelo pâncreas. Um teste com baixos níveis de peptídeo C demonstra deficiência de secreção da insulina. Valores abaixo de 1,2 ng/ml indicam deficiência severa de insulina e necessidade de administração de insulina para o tratamento do diabetes.
37 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
38 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
39 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
40 Espirometria: Exame que permite aferir o fluxo de ar nas vias aéreas ou brônquios, comparando os resultados com os obtidos por pessoas saudáveis com a mesma idade e altura. Serve para a investigação de sintomas respiratórios; diagnóstico e avaliação de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou bronquite causada pelo cigarro; incapacidade funcional; avaliação pós-operatória e avaliação e diagnóstico de doenças respiratórias relacionadas ao trabalho. O exame têm duração média de 30 minutos.
41 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
42 Antiácido: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
43 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
44 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

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