POSOLOGIA LEVOXIN

Atualizado em 28/05/2016

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A ADMINISTRAÇÃO ORAL

Dieta/Nutrição1: A levofloxacina pode ser administrada com ou sem alimento.

Para tratamento de efeitos adversos:

Para colite2 pseudomembranosa associada a antibiótico (AAPMC):

Alguns pacientes podem desenvolver colite2 pseudomembranosa associada a antibiótico (AAPMC), causada pela toxina3 do Clostridium difficile, durante ou após a administração de levofloxacina. Casos discretos podem responder à descontinuação da droga apenas. Os casos de moderados a graves podem necessitar de reposição de fluidos, eletrólitos4 e proteínas5.

Nos casos que não respondam às medidas acima ou em casos mais graves, doses orais de um medicamento antibacteriano eficaz contra C. difficile devem ser administradas.

Além disso, a AAPMC pode ocasionar diarréia6 aquosa grave, que pode ocorrer durante o tratamento ou até várias semanas após o tratamento ter sido descontinuado.

Se ocorrer diarréia6, a administração de antidiarréicos antiperistálticos (por exemplo, a combinação de difenoxilato e atropina, loperamida, opióides) não é recomendada,

uma vez que podem atrasar a remoção de toxinas7 do cólon8, prolongando e/ou piorando, assim, a condição.

COMPRIMIDOS DE LEVOFLOXACINA

Dose usual para adultos:


A dose usual de LEVOXIN® comprimidos é de 500 mg por via oral, a cada 24 horas. Estas recomendações aplicam-se a pacientes com função renal9 normal (isto é, CLCR > 80 ml/min). Para pacientes10 com função renal9 alterada (CLCR = 80 ml/min), verifique o quadro “Pacientes com Função Renal9 Comprometida”. As doses orais devem ser administradas pelo menos duas horas antes ou duas horas depois de antiácidos11 que contêm magnésio ou alumínio, assim como com sucralfato, cátions metálicos como o ferro, e as preparações multivitamínicas com zinco.


No tratamento de:

Bronquite, exacerbações bacterianas:

Oral, 500 mg a cada vinte e quatro horas, por sete dias.


Pneumonia12, adquirida comunitariamente:

Oral, 500 mg a cada vinte e quatro horas, por sete a catorze dias.


Pielonefrite13:

Oral, 250 mg a cada vinte e quatro horas, por dez dias.


Sinusite14:

Oral, 500 mg a cada vinte e quatro horas, por dez a catorze dias.


Infecções15 da pele16 e dos tecidos moles:

Oral, 500 mg a cada vinte e quatro horas, por sete a dez dias.


Infecções15 das vias urinárias, bacterianas, complicadas:

Oral, 250 mg a cada vinte e quatro horas, por dez dias.


Pediatria: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas.


Pacientes com Função Renal9 Normal:



*Causadas por patógenos identificados (veja indicações)


Pacientes com Função Renal9 Comprometida:



CLCR = “clearances” ou depuração da creatinina17.

CAPD = Diálise peritoneal18 crônica ambulatorial.

Quando se conhece apenas a creatinina17 sérica, a seguinte fórmula pode ser utilizada, para se avaliar o “clearance” (depuração) da creatinina17:

Homens: “Clearance” da Creatinina17 (ml/minuto) =

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
2 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
3 Toxina: Substância tóxica, especialmente uma proteína, produzida durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capaz de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
4 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
5 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
6 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
7 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
8 Cólon:
9 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
10 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
11 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
12 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
13 Pielonefrite: Infecção dos rins produzida em geral por bactérias. A forma de aquisição mais comum é por ascensão de bactérias através dos ureteres, como complicação de uma infecção prévia de bexiga. Seus sintomas são febre, dor lombar, calafrios, eliminação de urina turva ou com traços de sangue, etc. Deve ser tratada cuidadosamente com antibióticos pelo risco de lesão permanente dos rins, com perda de função renal.
14 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
15 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
17 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
18 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.

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