PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS AMATO

Atualizado em 28/05/2016

NOS PACIENTES COM OU SEM HISTÓRICO DE CRISES EPILÉPTICAS OU EPILEPSIA1, AS DROGAS ANTIEPILÉPTICAS INCLUINDO O TOPIRAMATO DEVEM SER GRADATIVAMENTE DESCONTINUADAS, PARA MINIMIZAR A POSSIBILIDADE DE CRISES EPILÉPTICAS OU AUMENTO DA FREQUÊNCIA DE CRISES EPILÉPTICAS.

EM ESTUDOS CLÍNICOS, AS DOSES DIÁRIAS FORAM DIMINUÍDAS DE 50-100 MG NOS ADULTOS COM EPILEPSIA1 E 25-50 MG EM ADULTOS RECEBENDO TOPIRAMATO EM INTERVALOS SEMANAIS A DOSES DE ATÉ 100 MG/DIA PARA A PROFILAXIA DA ENXAQUECA2. EM ESTUDOS CLÍNICOS EM CRIANÇAS, TOPIRAMATO FOI RETIRADO GRADUALMENTE POR UM PERÍODO DE 2-8 SEMANAS. NAS SITUAÇÕES ONDE A RETIRADA RÁPIDA DE TOPIRAMATO É DE RECOMENDAÇÃO MÉDICA, É RECOMENDADA MONITORAÇÃO APROPRIADA.

A PRINCIPAL VIA DE ELIMINAÇÃO DO TOPIRAMATO E SEUS METABÓLITOS3 É ATRAVÉS DOS RINS4. A ELIMINAÇÃO PELOS RINS4 É DEPENDENTE DA FUNÇÃO RENAL5 E INDEPENDE DA IDADE. PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL6 MODERADA OU GRAVE PODEM LEVAR DE 10 A 15 DIAS PARA ATINGIR AS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS NO ESTADO DE EQUILÍBRIO, EM COMPARAÇÃO COM O PERÍODO DE 4 A 8 DIAS, OBSERVADO EM PACIENTES COM FUNÇÃO RENAL5 NORMAL.

EM TODOS OS PACIENTES, O TATEAMENTO DA DOSE DEVERÁ SER ORIENTADO PELO RESULTADO CLÍNICO (ISTO É, CONTROLE DAS CRISES, EVITANDO EFEITOS COLATERAIS7), CONSIDERANDO-SE QUE INDIVÍDUOS SABIDAMENTE PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL6 PODERÃO PRECISAR DE UM TEMPO MAIS LONGO PARA ALCANÇAR O ESTADO DE EQUILÍBRIO, A CADA DOSE.

HIDRATAÇÃO ADEQUADA DURANTE O USO DE TOPIRAMATO É MUITO IMPORTANTE. HIDRATAÇÃO PODE REDUZIR O RISCO DE NEFROLITÍASE. HIDRATAÇÃO APROPRIADA ANTES E DURANTE ATIVIDADES COMO EXERCÍCIOS FÍSICOS OU EXPOSIÇÃO A TEMPERATURAS ELEVADAS PODE REDUZIR O RISCO DE EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS AO CALOR.

TRANSTORNOS DO HUMOR / DEPRESSÃO

UM AUMENTO NA INCIDÊNCIA8 DE TRANSTORNOS DO HUMOR E DEPRESSÃO TEM SIDO OBSERVADOS DURANTE O TRATAMENTO COM TOPIRAMATO.


TENTATIVA DE SUICÍDIO

NAS FASES DUPLO-CEGA DE ESTUDOS CLÍNICOS COM TOPIRAMATO EM INDICAÇÕES JÁ APROVADAS E EM ESTUDO, TENTATIVAS DE SUICÍDIO OCORRERAM NA TAXA DE 0,003 (13 EVENTOS/3999 PACIENTES ANO) COM USO DE TOPIRAMATO VERSUS (0 EVENTOS/1430 PACIENTES ANO) COM USO DE PLACEBO9. UM CASO DE SUICÍDIO DE PACIENTE EM USO DE TOPIRAMATO FOI RELATADO EM ESTUDO EM TRANSTORNO BIPOLAR.


NEFROLITÍASE

ALGUNS PACIENTES, ESPECIALMENTE AQUELES COM PREDISPOSIÇÃO À NEFROLITÍASE, PODEM TER RISCO AUMENTADO DE FORMAÇÃO DE CÁLCULO10 RENAL5 E SINAIS11 E SINTOMAS12 ASSOCIADOS, TAIS COMO CÓLICA RENAL5, DOR RENAL5 E DOR EM FLANCO13.

FATORES DE RISCO DE NEFROLITÍASE INCLUEM ANTECEDENTES DE CÁLCULO10 RENAL5, HISTÓRICO FAMILIAR DE NEFROLITÍASE E HIPERCALCIÚRIA14. NENHUM DESSES FATORES DE RISCO PODE ANTECIPAR COM CERTEZA A FORMAÇÃO DE CÁLCULO10 DURANTE TRATAMENTO COM TOPIRAMATO. ALÉM DISSO, PACIENTES UTILIZANDO OUTROS MEDICAMENTOS ASSOCIADOS À POSSIBILIDADE DE OCORRÊNCIA DE NEFROLITÍASE PODEM TER UM RISCO AUMENTADO.


FUNÇÃO HEPÁTICA15 DIMINUÍDA

TOPIRAMATO DEVE SER ADMINISTRADO COM CUIDADO EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA16, UMA VEZ QUE O “CLEARANCE” DO TOPIRAMATO PODE ESTAR REDUZIDO NESTE GRUPO DE PACIENTES.


MIOPIA17 AGUDA E GLAU COMA18 AGUDO19 DE ÂNGULO FECHADO SECUNDÁRIO

UMA SÍNDROME20 CONSISTINDO DE MIOPIA17 AGUDA E GLAUCOMA21 AGUDO19 DE ÂNGULO FECHADO SECUNDÁRIO TEM SIDO RELATADA EM PACIENTES EM USO DE TOPIRAMATO. OS SINTOMAS12 INCLUEM INÍCIO AGUDO19 DE REDUÇÃO DA ACUIDADE VISUAL22 E/OU DOR OCULAR. ACHADOS OFTALMOLÓGICOS PODEM INCLUIR MIOPIA17, REDUÇÃO DA CÂMARA ANTERIOR23, HIPEREMIA24 OCULAR (VERMELHIDÃO) E AUMENTO DA PRESSÃO INTRAOCULAR25. MIDRÍASE26 PODE OU NÃO ESTAR PRESENTE. ESTA SÍNDROME20 PODE ESTAR ASSOCIADA COM EFUSÃO27 SUPRACILIAR RESULTANDO NO DESLOCAMENTO DO CRISTALINO28 E DA ÍRIS29, COM GLAUCOMA21 AGUDO19 DE ÂNGULO FECHADO SECUNDÁRIO.

OS SINTOMAS12 OCORREM, CARACTERISTICAMENTE, NO PRIMEIRO MÊS APÓS O INÍCIO DO TRATAMENTO COM TOPIRAMATO. AO CONTRÁRIO DO GLAUCOMA21 DE ÂNGULO FECHADO PRIMÁRIO, QUE É RARO EM PESSOAS COM MENOS DE 40 ANOS, O GLAUCOMA21 AGUDO19 DE ÂNGULO FECHADO SECUNDÁRIO ASSOCIADO COM TOPIRAMATO TEM SIDO RELATADO TANTO EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COMO ADULTOS. O TRATAMENTO INCLUI A INTERRUPÇÃO DO TOPIRAMATO, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL DE ACORDO COM A AVALIAÇÃO DO MÉDICO, E MEDIDAS APROPRIADAS PARA REDUZIR A PRESSÃO INTRA-OCULAR. ESTAS MEDIDAS GERALMENTE RESULTAM NA REDUÇÃO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR.


ACIDOSE METABÓLICA30

ACIDOSE METABÓLICA30, HIPERCLOREMIA, HIATO NÃO-ANIÔNICO (ISTO É, REDUÇÃO DO BICARBONATO SÉRICO ABAIXO DO INTERVALO DE REFERÊNCIA NORMAL NA AUSÊNCIA DE ALCALOSE31 RESPIRATÓRIA) ESTÃO ASSOCIADAS AO TRATAMENTO COM TOPIRAMATO. ESTA REDUÇÃO NO BICARBONATO SÉRICO ESTÁ RELACIONADA AO EFEITO INIBITÓRIO DO TOPIRAMATO NA ANIDRASE CARBÔNICA RENAL5. A REDUÇÃO NO BICARBONATO OCORRE GERALMENTE NO INÍCIO DO TRATAMENTO, MAS PODE OCORRER AO LONGO DA DURAÇÃO TRATAMENTO. ESTAS REDUÇÕES SÃO USUALMENTE LEVES A MODERADAS (REDUÇÃO MÉDIA DE 4 MMOL/L32 EM DOSES DE 100 MG/DIA OU ACIMA EM ADULTOS E APROXIMADAMENTE 6 MG/KG/DIA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS). OS PACIENTES RARAMENTE APRESENTARAM REDUÇÃO À VALORES MENORES QUE 10 MMOL/L32. AS CONDIÇÕES OU TERAPIAS QUE PREDISPÕE A ACIDOSE33 (COMO DOENÇA RENAL5, DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS GRAVES, “STATUS EPILEPTICUS”, DIARRÉIA34, CIRURGIA, DIETA CETOGÊNICA, OU ALGUNS FÁRMACOS) PODEM SER ADITIVOS AOS EFEITOS DO TOPIRAMATO NA REDUÇÃO DO BICARBONATO.

ACIDOSE METABÓLICA30 CRÔNICA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS PODE REDUZIR AS TAXAS DE CRESCIMENTO. O EFEITO DO TOPIRAMATO NO CRESCIMENTO E SEQUELA35 RELATIVA AOS OSSOS NÃO FOI AVALIADO SISTEMATICAMENTE EM PACIENTES PEDIÁTRICOS OU ADULTOS.

DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES DE BASE, RECOMENDA-SE AVALIAÇÃO ADEQUADA, INCLUINDO NÍVEIS DE BICARBONATO SÉRICO, DURANTE O TRATAMENTO COM TOPIRAMATO. SE ACIDOSE METABÓLICA30 OCORRER E PERSISTIR, DEVE-SE CONSIDERAR REDUÇÃO DA DOSE OU INTERRUPÇÃO DO TOPIRAMATO (USANDO REDUÇÃO GRADUAL DA DOSE).


SUPLEMENTAÇÃO36 NUTRICIONAL

A SUPLEMENTAÇÃO36 DA DIETA OU O AUMENTO DA INGESTÃO DE ALIMENTOS DEVE SER CONSIDERADO SE O PACIENTE APRESENTAR PERDA DE PESO DURANTE O TRATAMENTO COM TOPIRAMATO.


GRAVIDEZ37 E LACTAÇÃO38

USO DURANTE A GRAVIDEZ37

EM ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS, O TOPIRAMATO TEM DEMONSTRADO APRESENTAR EFEITOS TERATOGÊNICOS39 NAS ESPÉCIES ESTUDADAS (CAMUNDONGOS, RATOS E COELHOS). EM RATOS, O TOPIRAMATO ATRAVESSOU A BARREIRA PLACENTÁRIA. NÃO FORAM REALIZADOS ESTUDOS COM TOPIRAMATO EM GESTANTES. ENTRETANTO, TOPIRAMATO PODERÁ SER UTILIZADO DURANTE A GRAVIDEZ37 SOMENTE SE O BENEFÍCIO ESPERADO SUPERAR O RISCO POTENCIAL PARA O FETO40.


USO DURANTE A LACTAÇÃO38

O TOPIRAMATO É ELIMINADO NO LEITE DE RATAS. A EXCREÇÃO DO TOPIRAMATO NO LEITE HUMANO NÃO FOI AVALIADA EM ESTUDOS CONTROLADOS. A OBSERVAÇÃO EM UM NÚMERO LIMITADO DE PACIENTES SUGERE UMA EXCREÇÃO EXTENSA DO TOPIRAMATO NO LEITE. UMA VEZ QUE MUITAS DROGAS SÃO EXCRETADAS NO LEITE HUMANO, DEVESE DECIDIR ENTRE EVITAR A AMAMENTAÇÃO41 OU DESCONTINUAR O TRATAMENTO COM A DROGA, LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO A IMPORTÂNCIA DO MEDICAMENTO PARA A MÃE.

DURANTE A EXPERIÊNCIA PÓS-COMERCIALIZAÇÃO, CASOS DE HIPOSPADIA42 FORAM RELATADOS EM BEBÊS43 DO SEXO MASCULINO EXPOSTOS AO TOPIRAMATO NO ÚTERO44, COM OU SEM OUTROS ANTICONVULSIVANTES; NO ENTANTO, UMA RELAÇÃO CAUSAL COM O TOPIRAMATO NÃO FOI ESTABELECIDA.


EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E OPERAR MÁQUINAS

TOPIRAMATO AGE SOBRE O SISTEMA NERVOSO CENTRAL45, PODENDO PRODUZIR SONOLÊNCIA, TONTURA46 OU OUTROS SINTOMAS12 RELACIONADOS. EMBORA TAIS REAÇÕES SEJAM DE INTENSIDADE LEVE OU MODERADA, PODEM SER POTENCIALMENTE PERIGOSAS PARA PACIENTES47 DIRIGINDO VEÍCULOS OU OPERANDO MÁQUINAS, PARTICULARMENTE ATÉ QUE SE CONHEÇA A REAÇÃO INDIVIDUAL DO PACIENTE AO FÁRMACO48.


- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS


EFEITOS DO TOPIRAMATO SOBRE OUTRAS DROGAS ANTIEPILÉPTICAS

A ASSOCIAÇÃO DE TOPIRAMATO A OUTRAS DROGAS ANTIEPILÉPTICAS (FENITOÍNA, CARBAMAZEPINA, ÁCIDO VALPRÓICO, FENOBARBITAL, PRIMIDONA) NÃO AFETA SUAS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS NO ESTADO DE EQUILÍBRIO, EXCETO, OCASIONALMENTE, EM ALGUNS PACIENTES, EM QUE A ADIÇÃO DE TOPIRAMATO À FENITOÍNA PODERÁ RESULTAR EM AUMENTO DAS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DE FENITOÍNA. ISTO SE DEVE POSSIVELMENTE À INIBIÇÃO DE UMA ISOFORMA ESPECÍFICA DE UMA ENZIMA49 POLIMÓRFICA (CYP2C19). CONSEQUENTEMENTE, DEVERÁ SER REALIZADA DOSAGEM DO NÍVEL PLASMÁTICO DE FENITOÍNA EM QUALQUER PACIENTE EM TRATAMENTO COM FENITOÍNA QUE APRESENTE SINAIS11 OU SINTOMAS12 DE TOXICIDADE50. UM ESTUDO DE INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA EM PACIENTES COM EPILEPSIA1 DEMONSTROU QUE A ASSOCIAÇÃO DO TOPIRAMATO À LAMOTRIGINA NÃO APRESENTOU EFEITO NA CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE LAMOTRIGINA NO ESTADO ESTACIONÁRIO COM DOSES DE TOPIRAMATO DE 100 A 400 MG/DIA. ALÉM DISSO, A CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE TOPIRAMATO NO ESTADO ESTACIONÁRIO NÃO SOFREU ALTERAÇÃO DURANTE OU APÓS A RETIRADA DO TRATAMENTO COM LAMOTRIGINA (DOSE MÉDIA DE 327 MG/DIA).


EFEITOS DE OUTRAS DROGAS ANTIEPILÉPTICAS SOBRE TOPIRAMATO

A FENITOÍNA E A CARBAMAZEPINA DIMINUEM AS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DO TOPIRAMATO A ADIÇÃO OU DESCONTINUAÇÃO DA FENITOÍNA OU DA CARBAMAZEPINA AO TRATAMENTO COM TOPIRAMATO PODERÁ REQUERER UM AJUSTE DE DOSE DESTE ÚLTIMO. O TATEAMENTO DA DOSE DEVERÁ SER REALIZADO DE ACORDO COM O EFEITO CLÍNICO.

TANTO A ADIÇÃO QUANTO A RETIRADA DO ÁCIDO VALPRÓICO NÃO PRODUZEM MUDANÇAS CLINICAMENTE SIGNIFICATIVAS NAS CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS DE TOPIRAMATO E, PORTANTO, NÃO EXIGEM AJUSTE DA DOSE DO TOPIRAMATO. OS RESULTADOS DESTAS INTERAÇÕES ESTÃO RESUMIDOS NA TABELA A SEGUIR:



- OUTRAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

DIGOXINA: EM UM ESTUDO DE DOSE ÚNICA, A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE TOPIRAMATO PROVOCOU UMA REDUÇÃO DE 12% NA ÁREA SOB A CURVA DE CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA (AUC) DA DIGOXINA. A IMPORTÂNCIA CLÍNICA DESTA OBSERVAÇÃO NÃO FOI DETERMINADA. QUANDO O TOPIRAMATO FOR ASSOCIADO OU DESCONTINUADO EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO COM A DIGOXINA, RECOMENDA-SE ATENÇÃO À MONITORAÇÃO ROTINEIRA E CUIDADOSA DAS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE DIGOXINA.

DEPRESSORES DO SNC51/ÁLCOOL: RECOMENDA-SE QUE TOPIRAMATO NÃO SEJA UTILIZADO CONCOMITANTEMENTE COM BEBIDAS ALCOÓLICAS OU COM OUTROS MEDICAMENTOS DEPRESSORES DO SNC51, POIS PODE OCORRER UM AUMENTO DA AÇÃO DE TOPIRAMATO.

ANTICONCEPCIONAIS ORAIS: EM UM ESTUDO DE INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA EM VOLUNTÁRIAS SADIAS, COM ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE CONTRACEPTIVO ORAL COMBINADO CONTENDO 1 MG DE NORETINDRONA E 35 MCG DE ETINILESTRADIOL, TOPIRAMATO ADMINISTRADO ISOLADAMENTE NAS DOSES DE 50 A 200 MG/DIA, NÃO FOI ASSOCIADO A ALTERAÇÕES ESTATISTICAMENTE SIGNIFICANTES NA EXPOSIÇÃO MÉDIA (AUC) AOS COMPONENTES DO CONTRACEPTIVO ORAL. EM OUTRO ESTUDO, A EXPOSIÇÃO AO ETINILESTRADIOL APRESENTOU REDUÇÃO ESTATISTICAMENTE SIGNIFICANTE COM DOSES DE 200, 400 E 800 MG/DIA (18%, 21% E 30% RESPECTIVAMENTE) QUANDO ADMINISTRADO COMO ADJUVANTE EM PACIENTES EM USO DE ÁCIDO VALPRÓICO. EM AMBOS OS ESTUDOS, TOPIRAMATO (50 MG/DIA A 800 MG/DIA) NÃO AFETOU SIGNIFICANTEMENTE A EXPOSIÇÃO À NORETINDRONA. ENTRETANTO, NAS DOSES ENTRE 200-800 MG/DIA, HOUVE UMA REDUÇÃO DOSE-DEPENDENTE NA EXPOSIÇÃO AO ETINILESTRADIOL E, NAS DOSES DE 50-200 MG/DIA, NÃO HOUVE ALTERAÇÃO SIGNIFICANTE DOSE DEPENDENTE NA EXPOSIÇÃO AO ETINILESTRADIOL.

A SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA DAS ALTERAÇÕES OBSERVADAS NÃO É CONHECIDA. A POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA EFICÁCIA DO CONTRACEPTIVO E AUMENTO NO SANGRAMENTO DE ESCAPE DEVE SER CONSIDERADA EM PACIENTES EM USO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS COMBINADOS E TOPIRAMATO. DEVE-SE SOLICITAR A PACIENTES EM USO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS QUE RELATEM QUALQUER ALTERAÇÃO EM SEUS PADRÕES MENSTRUAIS. A EFICÁCIA CONTRACEPTIVA PODE SER REDUZIDA, MESMO NA AUSÊNCIA DE SANGRAMENTO DE ESCAPE.

LÍTIO : EM VOLUNTÁRIOS SAUDÁVEIS, FOI OBSERVADA UMA REDUÇÃO (18% PARA AUC) NA EXPOSIÇÃO SISTEMÁTICA PARA O LÍTIO DURANTE A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE COM TOPIRAMATO 200 MG/DIA. NOS PACIENTES COM TRANSTORNO BIPOLAR, A FARMACOCINÉTICA DO LÍTIO NÃO FOI AFETADA DURANTE O TRATAMENTO COM TOPIRAMATO EM DOSES DE 200 MG/DIA; ENTRETANTO, FOI OBSERVADO AUMENTO NA EXPOSIÇÃO SISTÊMICA (26% PARA AUC) DEPOIS DE DOSES DO TOPIRAMATO DE ATÉ 600 MG/DIA. OS NÍVEIS DO LÍTIO DEVEM SER MONITORADOS QUANDO CO-ADMINISTRADOS COM TOPIRAMATO.

RISPERIDONA: OS ESTUDOS DE INTERAÇÃO DROGA-DROGA CONDUZIDOS SOB CONDIÇÕES DE DOSE ÚNICA E MÚLTIPLA EM VOLUNTÁRIOS SAUDÁVEIS E EM PACIENTES COM TRANSTORNO BIPOLAR ATINGIRAM RESULTADOS SIMILARES. QUANDO ADMINISTRADO CONCOMITANTEMENTE COM TOPIRAMATO EM DOSES ESCALADAS DE 100, 250 E 400 MG/DIA HOUVE UMA REDUÇÃO DA RISPERIDONA (ADMINISTRADA EM DOSES QUE VARIANDO DE 1 A 6 MG/DIA) NA EXPOSIÇÃO SISTÊMICA (16% E 33% PARA AUC NO ESTADO DE EQUILÍBRIO NAS 250 E 400 DOSES DE MG/DIA, RESPECTIVAMENTE). ALTERAÇÕES MÍNIMAS NA FARMACOCINÉTICA DO TOTAL DE PARTES ATIVAS (RISPERIDONA MAIS 9-HIDROXIRISPERIDONA) E NENHUMA ALTERAÇÃO PARA 9-HIDROXIRISPERIDONA FOI OBSERVADA. NÃO HOUVE MUDANÇA CLÍNICA SIGNIFICATIVAMENTE NA EXPOSIÇÃO SISTEMICA DO TOTAL DE PARTES ATIVAS DA RISPERIDONA OU DO TOPIRAMATO, PORTANTO ESTA INTERAÇÃO NÃO É PROVÁVEL SER DE SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA.

HIDROCLOROTIA ZIDA: UM ESTUDO DE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA CONDUZIDO EM VOLUNTÁRIOS SADIOS AVALIOU A FARMACOCINÉTICA NO ESTADO ESTACIONÁRIO DA HIDROCLOROTIAZIDA (25 MG A CADA 24H) E DO TOPIRAMATO (96 MG A CADA 12H) QUANDO ADMINISTRADOS ISOLADA OU CONCOMITANTEMENTE. OS RESULTADOS DESTE ESTUDO INDICARAM QUE A Cmáx DO TOPIRAMATO AUMENTOU 27% E A AUC AUMENTOU 29% QUANDO A HIDROCLOROTIAZIDA FOI ASSOCIADA AO TOPIRAMATO. A SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA DESTA ALTERAÇÃO É DESCONHECIDA. A ASSOCIAÇÃO DE HIDROCLOROTIAZIDA AO TRATAMENTO COM TOPIRAMATO PODE PRECISAR DE UM AJUSTE DA DOSE DO TOPIRAMATO. A FARMACOCINÉTICA DA HIDROCLOROTIAZIDA NO ESTADO ESTACIONÁRIO NÃO FOI INFLUENCIADA SIGNIFICATIVAMENTE PELA ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DO TOPIRAMATO. OS RESULTADOS LABORATORIAIS CLÍNICOS INDICARAM REDUÇÃO NO POTÁSSIO SÉRICO APÓS ADMINISTRAÇÃO DO TOPIRAMATO OU DA HIDROCLOROTIAZIDA, SENDO MAIOR QUANDO A HIDROCLOROTIAZIDA E O TOPIRAMATO FORAM ADMINISTRADOS EM COMBINAÇÃO.

METFORMINA52: UM ESTUDO DE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA CONDUZIDO EM VOLUNTÁRIOS SADIOS AVALIOU A FARMACOCINÉTICA DA METFORMINA52 E DO TOPIRAMATO NO ESTADO DE EQUILÍBRIO NO PLASMA53 QUANDO A METFORMINA52 FOI ADMINISTRADA ISOLADA E QUANDO A METFORMINA52 E O TOPIRAMATO FORAM ADMINISTRADOS SIMULTANEAMENTE. OS RESULTADOS DO ESTUDO INDICARAM QUE A Cmáx MÉDIA E A AUC0-12 h MÉDIA DA METFORMINA52 AUMENTARAM EM 18% E 25%, RESPECTIVAMENTE, ENQUANTO QUE O “CLEARANCE” MÉDIO DIMINUIU 20% QUANDO

A METFORMINA52 FOI CO-ADMINISTRADA COM TOPIRAMATO. O TOPIRAMATO NÃO AFETA O Tmáx DA METFORMINA52. A SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA DO EFEITO DO TOPIRAMATO NA FARMACOCINÉTICA DA METFORMINA52 NÃO ESTÁ CLARA. O “CLEARANCE” PLASMÁTICO ORAL DO TOPIRAMATO PARECE SER REDUZIDO QUANDO ADMINISTRADO COM METFORMINA52. A EXTENSÃO DA ALTERAÇÃO NO “CLEARANCE” É DESCONHECIDA. A SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA DO EFEITO DA METFORMINA52 NA FARMACOCINÉTICA DO TOPIRAMATO NÃO ESTÁ CLARA. QUANDO TOPIRAMATO É ADMINISTRADO OU RETIRADO EM PACIENTES TRATADOS COM METFORMINA52, DEVE-SE TER ESPECIAL ATENÇÃO NA MONITORIZAÇÃO ROTINEIRA PARA UM CONTROLE ADEQUADO DO DIABETES54.

PIOGLITAZONA: UM ESTUDO DE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA CONDUZIDO EM VOLUNTÁRIOS SADIOS AVALIOU A FARMACOCINÉTICA NO ESTADO ESTACIONÁRIO DO TOPIRAMATO E DA PIOGLITAZONA QUANDO ADMINISTRADOS ISOLADA OU CONCOMITANTEMENTE. UMA REDUÇÃO DE 15% NA AUCt, SS DE PIOGLITAZONA SEM ALTERAÇÃO NA Cmáx, SS FOI OBSERVADA. ESTE ACHADO NÃO FOI ESTATISTICAMENTE SIGNIFICANTE. ALÉM DISSO, REDUÇÕES DE 13% NA Cmáx , SS E DE 16% NA AUCt, SS DO HIDRÓXIMETABÓLITO ATIVO FORAM OBSERVADAS, ASSIM COMO UMA REDUÇÃO DE 60% TANTO NA Cmáx , SS COMO NA AUCt, SS DO CETO-METABÓLITO55 ATIVO FORAM OBSERVADAS. A SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA DESTES ACHADOS É DESCONHECIDA. QUANDO TOPIRAMATO É ASSOCIADO AO TRATAMENTO COM PIOGLITAZONA OU PIOGLITAZONA É ASSOCIADA AO TRATAMENTO COM TOPIRAMATO, DEVE-SE TER ATENÇÃO ESPECIAL À ROTINA DE MONITORAMENTO DOS PACIENTES PARA UM CONTROLE ADEQUADO DO ESTADO DIABÉTICO.

GLIBURIDA: UM ESTUDO DE INTERAÇÃO DROGA-DROGA CONDUZIDOS NOS PACIENTES COM DIABETES TIPO 256 AVALIOU A FARMACOCINÉTICA NO ESTADO DE EQUILÍBRIO DA GLIBURIDA (5MG/DIA) ISOLADA E CONCOMITANTEMENTE COM TOPIRAMATO (150 MG/DIA). HOUVE UMA REDUÇÃO DE 25% NA AUC24 DA GLIBURIDA DURANTE A ADMINISTRAÇÃO DO TOPIRAMATO. A EXPOSIÇÃO SISTEMICA DOS METABOLITOS3 ATIVOS, 4-TRANS-HIDROXI-GLIBURIDA (M1) E 3-CISHIDROXIGLIBURIDA (M2), TAMBÉM FORAM REDUZIDAS EM 13% E 15%, RESPECTIVAMENTE. A FARMACOCINÉTICA NO ESTADO DE EQUILÍBRIO DO TOPIRAMATO NÃO FOI AFETADA PELA ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DA GLIBURIDA. QUANDO O TOPIRAMATO É ADICIONADO A TERAPIA DA GLIBURIDA OU A GLIBURIDA É ADICIONADA A TERAPIA DO

TOPIRAMATO, DEVE SER FEITA UMA ROTINA DE MONITORIZAÇÃO CUIDADOSA DOS PACIENTES PARA O CONTROLE ADEQUADO DO ESTADO DA SUA DOENÇA DIABÉTICA.


OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO:


AGENTES QUE PREDISPÕEM À NEFROLITÍASE

TOPIRAMATO PODE AUMENTAR O RISCO DE NEFROLITÍASE EM PACIENTES EM USO CONCOMITANTE DE OUTROS AGENTES QUE PREDISPÕEM À NEFROLITÍASE. DURANTE TRATAMENTO COM TOPIRAMATO, TAIS AGENTES DEVERÃO SER EVITADOS, UMA VEZ QUE ELES CRIAM UM AMBIENTE FISIOLÓGICO57 QUE AUMENTA O RISCO DE FORMAÇÃO

DE CÁLCULO10 RENAL5.


ÁCIDO VALPRÓICO

A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DO TOPIRAMATO E DO ÁCIDO VALPRÓICO FOI ASSOCIADA COM HIPERAMONEMIA COM OU SEM ENCEFALOPATIA58 NOS PACIENTES QUE TOLERARAM UMA OU OUTRA DROGA ISOLADA. NA MAIORIA DE CASOS, OS SINTOMAS12 E OS SINAIS11 CESSARAM COM A DESCONTINUAÇÃO DE UMA OU OUTRA DROGA. ESTE EVENTO ADVERSO NÃO É DEVIDO A UMA INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA. UMA ASSOCIAÇÃO DE HIPERAMONEMIA COM MONOTERAPIA DO TOPIRAMATO OU DO TRATAMENTO CONCOMITANTE COM OUTROS ANTIEPILÉPTICOS NÃO FOI ESTABELECIDA.


ESTUDOS ADICIONAIS DE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA FARMACOCINÉTICA:

ESTUDOS CLÍNICOS FORAM CONDUZIDOS PARA AVALIAR A INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA FARMACOCINÉTICA POTENCIAL ENTRE O TOPIRAMATO E OUTROS AGENTES. AS ALTERAÇÕES NA Cmáx E NA AUC COMO RESULTADO DAS INTERAÇÕES ESTÃO DESCRITAS A SEGUIR. A SEGUNDA COLUNA (CONCENTRAÇÃO DO FÁRMACO48 CONCOMITANTE) DESCREVE O QUE ACONTECE COM A CONCENTRAÇÃO DO FÁRMACO48 CONCOMITANTE LISTADO NA PRIMEIRA COLUNA QUANDO TOPIRAMATO É ASSOCIADO. A TERCEIRA COLUNA (CONCENTRAÇÃO DO TOPIRAMATO) MENCIONA COMO A CO-ADMINISTRAÇÃO DO FÁRMACO48 LISTADO NA PRIMEIRA COLUNA MODIFICA A CONCENTRAÇÃO DO TOPIRAMATO.


RESUMO DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS ADICIONAIS DE INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA FARMACOCINÉTICA

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
2 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
3 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
4 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
5 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
6 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
7 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
8 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
9 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
10 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Flanco: 1. O lado (de qualquer coisa). Na anatomia humana, é cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros. 2. Em construção, é a parte entre o baluarte e a cortina. 3. Em futebol, é o lado do campo. 4. Em geologia, é cada um dos lados de uma dobra. 5. Em termo militar, é a parte lateral de uma posição ou de uma tropa formada em profundidade.
14 Hipercalciúria: Eliminação de quantidade anormalmente grande de cálcio na urina.
15 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
16 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
17 Miopia: Incapacidade para ver de forma clara objetos que se encontram distantes do olho.Origina-se de uma alteração dos meios de refração do olho, alteração esta que pode ser corrigida com o uso de lentes especiais, e mais recentemente com o uso de cirurgia a laser.
18 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
19 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
20 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
21 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
22 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
23 Câmara Anterior: Espaço localizado no olho, preenchido com humor aquoso, limitado anteriormente pela córnea e uma pequena porção da esclera, e posteriormente por uma pequena porção do corpo ciliar, pela íris e pela parte do cristalino que se apresenta através da pupila.
24 Hiperemia: Congestão sanguínea em qualquer órgão ou parte do corpo.
25 Pressão intraocular: É a medida da pressão dos olhos. É a pressão do líquido dentro do olho.
26 Midríase: Dilatação da pupila. Ela pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
27 Efusão: 1. Saída de algum líquido ou gás; derramamento, espalhamento. 2. No sentido figurado, manifestação expansiva de sentimentos amistosos, de afeto, de alegria. 3. Escoamento de um gás através de uma pequena abertura, causado pela agitação térmica das moléculas do gás. 4. Derramamento de lava relativamente fluida sobre a superfície terrestre.
28 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
29 Íris: Membrana arredondada, retrátil, diversamente pigmentada, com um orifício central, a pupila, que se situa na parte anterior do olho, por trás da córnea e à frente do cristalino. A íris é a estrutura que dá a cor ao olho. Ela controla a abertura da pupila, regulando a quantidade de luz que entra no olho.
30 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
31 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
32 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
33 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
34 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
35 Sequela: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
36 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
37 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
38 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
39 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
40 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
41 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
42 Hipospádia: Deformação congênita das vias urinárias, na qual a abertura da uretra se encontra na face inferior ou ventral do pênis ou, na mulher, dentro da vagina.
43 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
44 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
45 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
46 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
47 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
48 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
49 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
50 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
51 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
52 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
53 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
54 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
55 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
56 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
57 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
58 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.

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