CARACTERISTICAS FARMACOLÓGICAS ATACAND COMB

Atualizado em 28/05/2016

ATACAND Comb combina a atividade anti-hipertensiva de dois agentes, um antagonista1 do receptor AT1 da angiotensina II (candesartana cilexetila) e um antagonista1 do canal de cálcio altamente seletivo (felodipino).

Propriedades Farmacodinâmicas


  - candesartana cilexetila

A angiotensina II é o hormônio2 vasoativo primário do sistema renina-angiotensina-aldosterona e exerce um significativo papel na fisiopatologia3 da hipertensão4, insuficiência cardíaca5 e outros transtornos cardiovasculares.


Também exerce um importante papel na patogênese6 da hipertrofia7 e lesões8 de órgãos alvo.

Os principais efeitos fisiológicos da angiotensina II, como a vasoconstrição9, estimulação da aldosterona, regulação da homeostase do sal e da água e a estimulação do crescimento celular, são mediados via receptor do tipo 1 (AT1).


A candesartana cilexetila é um pró-fármaco10 adequado para o uso oral, sendo rapidamente convertido ao fármaco10 ativo candesartana, por hidrólise de éster durante a absorção no rato gastrointestinal.


A candesartana é um antagonista1 do receptor da angiotensina II, seletivo para receptores AT1, com forte ligação e lenta dissociação dos mesmos, não apresentando atividade agonista11.


A candesartana não inibe a enzima12 conversora de angiotensina (ECA), que converte a angiotensina 1 para angiotensina II e degrada a bradicinina13. Como não há efeito na degradação da bradicinina13, é improvável que os antagonistas dos receptores de angiotensina II sejam associados com tosse. Em estudos clínicos controlados que compararam a candesartana com inibidores da ECA, a incidência14 de tosse foi menor nos pacientes que receberam candesartana. A candesartana não se liga ou bloquela outros receptores hormonais15 ou canais de íons16 conhecidos por serem importantes na regulação cardiovascular. O antagonismo dos receptores AT1 da angiotensina II resulta em aumento relacionado à dose da atividade da renina plasmática, das concentrações de angiotensina 1 e angiotensina II e em uma diminuição da concentração plasmática de aldosterona.


  - felodipino

O felodipino é um antagonista1 do canal de cálcio altamente seletivo da musculatura lisa vascular17, o qual diminui a pressão arterial18 pela redução da resistência vascular17 sistêmica.

Devido ao seu alto grau de seletividade pela musculatura lisa arteriolar, o felodipino não tem efeito direto na contratilidade ou na condução cardíaca nas doses terapêuticas. Devido à ausência de efeito na musculatura lisa venosa ou no controle vasomotor adrenérgico19, o felodipino não está associado com hipotensão20 ortostática.


O felodipino possui um efeito natriurético/diurético21 discreto, não ocorrendo retenção de líquidos.


O felodipino é eficaz em todos os graus de hipertensão4. Pode ser usado como monoterapia ou em combinação com outros anti-hipertensivos, como, por exemplo, betabloqueadores, diuréticos22 ou inibidores da enzima12 conversora de angiotensina (ECA), para alcançar um maior efeito anti-hipertensivo, O felodipino reduz tanto a pressão arterial sistólica23 quanto a diastólica e pode ser usado em hipertensão4 sistólica isolada.


O felodipino mantém sua ação anti-hipertensiva, durante terapia concomitante com medicamentos antiinflamatórios não-hormonais (AINHs).


O felodipino possuí efeito antianginoso e anti-isquêmico24 devido à melhora do equilíbrio entre o suprimento e a demanda de oxigênio para o miocárdio25. A resistência vascular17 coronariana é diminuída e o fluxo sanguíneo coronariano, bem como o suprimento de oxigênio para o miocárdio25 são aumentados pelo felodipino devido à dilatação de artérias26 e arteríolas27 epicárdicas. O felodipino impede eficazmente o vasoespasmo coronariano. A redução da pressão arterial18 sistêmica causada pelo felodipino leva à diminuição da pós- carga do ventrículo esquerdo e da demanda de oxigênio para o miocárdio25.


O felodipino melhora a tolerabilidade ao exercício e reduz os ataques anginosos em pacientes com angina28 pectoris estável, induzida por esforço. Em pacientes com angina28 vasoespástica, o felodipino reduz tanto a isquemia29 miocárdica sintomática30 como a assintomática. O felodipino pode ser utilizado como monoterapia ou em associação com beta-bloqueadores em pacientes com angina28 pectoris estável.


O felodipino é eficaz e bem tolerado em pacientes adultos, independentemente da idade e da raça, sendo também bem tolerado na presença de doenças concomitantes como: insuficiência cardíaca congestiva31, asma32 e outras doenças pulmonares obstrutivas, função renal33 alterada, diabetes34 meilitus, gota35, hiperlipidemia36, doença de Raynaud37 e em pacientes que sofreram transplante renal33. O felodipino não exerce efeito sobre os níveis de glicose38 no sangue39 e sobre o perfil lipídico40.


Pode-se considerar a dose de 2,5 mg de felodipino para pacientes41 com insuficiência hepática42 ou segundo critério médico.


Sítio e mecanismo de ação

A característica farmacodinâmica predominante do felodipino é sua pronunciada seletividade vascular17 versus a miocárdica. Músculos43 lisos miogenicamente ativos em vasos de resistência arterial são particularmente sensíveis ao felodipino. O felodipino inibe a atividade elétrica e contrátil das células44 da musculatura lisa vascular17 por meio de um efeito nos canais de cálcio das membranas celulares.


Efeito hemodinâmico

O efeito hemodinâmico primário do felodipino é uma redução da resistência vascular17 periférica total, que conduz a uma diminuição na pressão arterial18. Estes efeitos são dose-dependentes. Geralmente, uma redução na pressão arterial18 é evidente 2 horas após a primeira dose oral e prolonga-se por pelo menos 24 horas, e a relação vale/pico é geralmente bem superior a 50%. As concentrações plasmáticas do felodipino são positivamente correlacionadas à redução da resistência periférica45 total e da pressão sanguínea.


Efeitos cardíacos

O felodipino, nas doses terapêuticas, não tem efeito na contratilidade cardíaca ou na condução atrioventricular ou no período de refratariedade. Em pacientes com insuficiência cardíaca5, o felodipino afeta favoravelmente a função ventricular esquerda, como verificado pela fração de ejeção ou volume de pulsação, e não causa ativação neuro-hormonal.

Entretanto, o felodipino não parece afetar a sobrevivência46. Em pacientes com hipertensão4 ou angina28 pectoris, o felodipino também pode ser usado em caso de função do ventrículo esquerdo deteriorada.


O tratamento anti-hipertensivo com o felodipino está associado a uma regressão significativa da hipertrofia7 ventricular esquerda pré-existente.


Efeitos renais

O felodipino possui um efeito natriurético e diurético21 devido à redução da reabsorção tubular do sódio filtrado. Esta característica neutraliza a retenção de sal e água observada com outros vasodilatadores. O felodipino não afeta a excreção diária de potássio. A resistência vascular17 renal33 é reduzida pelo felodipino. A taxa de filtração glomerular normal não é alterada. Em pacientes com insuficiência renal47, a taxa de filtração glomerular pode aumentar. O felodipino não influencia a excreção urinária da albumina48. Em pacientes que sofreram transplante renal33 tratados com ciclosporina, o felodipino reduz a pressão arterial18 e melhora o fluxo sanguíneo renal33 e a taxa de filtração glomerular. O felodipino pode também melhorar a função renal33 dos recém-transplantados.


Dados de mortalidade49/morbidade50

No estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment), foi estudado o efeito em eventos cardiovasculares maiores (isto é, infarto51 agudo52 do miocárdio25, acidente vascular cerebral53 e morte cardiovascular), comparando-se níveis alvo de pressão arterial diastólica54 (90 mmHg, < 85 mmHg e < 80 mmHg) com a pressão arterial18 obtida, usando-se felodipino como terapia basal. Um total de 18.790 pacientes hipertensos (PAD 110-115 mmHg) com idades entre 50 e 80 anos foram acompanhados por um período médio de 3,8 anos (variação de 3,3-4,9). O felodipino foi administrado como monoterapia ou em associação com um betabloqueador e/ou um inibidor da ECA e/ou um diurético21. O estudo mostrou benefícios da redução da PAS e da PAD para 139 e 83 mmHg, respectivamente. Cinco a dez eventos cardiovasculares maiores podem ser prevenidos a cada 1.000 pacientes tratados por um ano, quando a PAD basal foi reduzida de 105 mmHg para 83 mmHg. Isto implica em uma redução de risco de 30%. A redução ativa da pressão arterial18 foi particularmente benéfica no subgrupo de pacientes com diabetes34 mellitus.


De acordo com o estudo STOP-2 (Swedish Trial in realizado em 6.614 pacientes, com idades entre 70 diidropiridínicos (felodipino e isradipino) mostraram mortalidade49 e morbidade50 cardiovascular como de hipertensivos usados comumente — inibidores da ECA, Old Patients with Hypertension-2), e 84 anos, antagonistas de cálcio o mesmo efeito preventivo55 da outras classes de fármacos antibetabloqueadores e diuréticos22.


Propriedades Farmacocinéticas

Absorção e distribuição

  - candesartana cilexetila


Após a administração oral, a candesartana cilexetila é convertida para a substância ativa candesartana. A biodisponibilidade absoluta da candesartana é de aproximadamente 40% após uma solução oral de candesartana cilexetila.


A biodisponibilidade relativa dos comprimidos em comparação com a solução oral é de aproximadamente 34%, com variabilidade muito pequena. O pico médio de concentração plasmática (Cmax) ocorre entre 3-4 horas após a ingestão do comprimido. A concentração sérica da candesartana aumenta linearmente com o aumento das doses na faixa de doses terapêuticas. Não foram observadas diferenças relacionadas ao sexo na farmacocinética da candesartana. A área sob a curva de concentração plasmática versus tempo (ASC) não é significativamente afetada pelo alimento.


A candesartana liga-se extensivamente às proteínas56 plasmáticas (>99%). O volume aparente de distribuição da candesartana é de 0,1 L/kg.


- felodipino


O felodipino é administrado em comprimidos de liberação prolongada, sendo completamente absorvido no trato gastrointestinal. A disponibilidade sistêmica do felodipino é de aproximadamente 15% e é independente da dose na faixa de doses terapêuticas. A ligação às proteínas56 plasmáticas é de aproximadamente 99%, ligando-se predominantemente à fração de albumina48.


Os comprimidos de liberação prolongada produzem uma fase de absorção prolongada do felodipino, o que resulta em concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica57 por 24 horas. As concentrações plasmáticas são diretamente proporcionais à dose dentro da faixa de doses terapêuticas de 2,5-10 mg.


O volume de distribuição do felodipino é de aproximadamente 10 L/kg.


- candesartana cilexetila e felodipino


Um estudo de interação farmacocinética com a associação de candesartana cilexetila e felodipino demonstrou não haver interação entre os fármacos quando administrados conjuntamente. Os parâmetros farmacocinéticos testados, Cmax, ASC e Tmax encontraram-se dentro do intervalo de confiança de 90%.


Metabolismo58 e eliminação

  - candesartana cilexetila


A candesartana é principalmente eliminada inalterada pelas vias urinária e biliar e apenas uma pequena parte é eliminada pelo metabolismo58 hepático (CYP2C9). Os estudos de interação disponíveis não indicam efeito nos CYP2C9 e CYP3A4. Com base em dados in vitro, não seria esperada interação in vivo com fármacos cujo metabolismo58 é dependente das isoenzimas do citocromo P450: CYP1A2, CYP2A6, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 ou CYP3A4. A meia-vida de eliminação da candesartana é de aproximadamente 9 horas. Não há acúmulo após a administração de doses múltiplas.


A depuração plasmática total da candesartana é de cerca de 0,37 mL/min/kg, com uma depuração renal33 de cerca de 0,19 mL/min/kg. A eliminação renal33 da candesartana ocorre tanto por filtração glomerular como por secreção tubular ativa.


Seguindo uma dose oral de candesartana cilexetila marcada com 14C, cerca de 26% da dose foi excretada na urina59 como candesartana, e 7% como metabólito60 inativo, enquanto aproximadamente 56% da dose foi recuperada nas fezes como candesartana e 10% como metabólito60 inativo.


- felodipino


O felodipino é extensivamente metabolizado pelo fígado61, sendo todos os metabólitos62 identificados inativos. O felodipino é um fármaco10 de alta depuração, com uma depuração sanguínea média de 1.200 mL/min. Não há acúmulo significativo durante tratamento a longo prazo.


A meia-vida de eliminação do felodipino é de 11 a 16 horas.


Cerca de 70% da dose administrada é excretada como metabólitos62 na urina59; a fração restante é excretada nas fezes. Menos de 0,5% da dose é recuperada inalterada na urina59.


Populações especiais

  - candesartana cilexetila


Em idosos (acima de 65 anos), tanto o Cmax quanto a ASC da candesartana são aumentadas em aproximadamente 50% e 80%, respectivamente, em comparação com indivíduos jovens. Entretanto, a resposta da pressão sanguínea e a incidência14 de eventos adversos são semelhantes após a administração da candesartana cilexetila em pacientes jovens e idosos.


Em pacientes com alterações renais de leve a moderada, o Cmax e a ASC da candesartana aumentaram com doses repetidas em aproximadamente 50% e 70%, respectivamente, mas a meia-vida (t ½ %) não foi alterada em comparação com pacientes com a função renal33 normal. As alterações correspondentes nos pacientes com alterações renais graves foram cerca de 50% e 110%, respectivamente. A t1/2 de eliminação da candesartana praticamente dobrou nos pacientes com alterações renais graves. A farmacocinética em pacientes que fazem hemodiálise63 foi similar àquela dos pacientes com alterações renais graves (ver item POSOLOGIA E MODO DE USAR).


Em pacientes com alterações hepáticas64 de leve a moderada, houve um aumento na ASC da candesartana de aproximadamente 20%. Em pacientes com alterações hepáticas64 de moderada a grave o aumento na ASC da candesartana foi de aproximadamente 80%.


Há apenas experiência limitada do uso em pacientes com alterações hepáticas64 graves e/ou colestase65 (ver item POSOLOGIA E MODO DE USAR).


- felodipino


Pacientes idosos e pacientes com função hepática66 reduzida têm, em média, concentrações plasmáticas de felodipino maiores do que pacientes jovens. A farmacocinética do felodipino não é alterada em pacientes com insuficiência renal47, incluindo aqueles tratados com hemodiálise63.


Dados de segurança pré-clínicos

  - candesartana cilexetila


Em diversos estudos de segurança pré-clínica conduzidos em várias espécies, foram observados efeitos farmacológicos exagerados esperados, devido à modificação da homeostase do sistema renina-angiotensina-aldosterona. A incidência14 e a gravidade dos efeitos induzidos foram relacionadas à dose e ao tempo e mostraram ser reversíveis em animais adultos. Foi observada fetotoxicidade no final da gravidez67 (ver item ADVERTENCIAS E PRECAUÇOES).


Não houve evidência de mutagenicidade, clastogenicidade ou carcinogenicidade.


- felodipino


Em um estudo sobre fertilidade e capacidade reprodutora geral em ratos tratados com felodipino, foi observado um prolongamento do parto, resultando em trabalho de parto difícil, aumento das mortes fetais e das mortes pós-natais precoces nos grupos tratados com doses médias e altas. Estes efeitos foram atribuídos ao efeito inibitório do felodipino, administrado em altas doses, na contractilidade uterina. Não foram observados distúrbios da fertilidade quando doses dentro da faixa terapêutica57 foram administradas a ratos.


Estudos de reprodução68 em coelhos demonstraram um aumento reversível das glândulas69 mamárias nas mães e anormalidades digitais nos fetos (esses efeitos foram dosedependentes). As anomalias nos fetos foram induzidas quando o felodipino foi administrado durante os primeiros períodos do desenvolvimento fetal (antes do 15° dia de gestação).


Tempo estimado para início da ação terapêuticaApós a administração de uma dose única da candesartana cilexetila, a pressão arterial18 começa a reduzir geralmente dentro de 2 horas. Com o tratamento contínuo, a redução máxima da pressão sanguínea com qualquer dose geralmente é atingida dentro de 4 semanas e é mantida durante o tratamento prolongado. A candesartana cilexetila administrada uma vez ao dia promove uma efetiva e suave redução da pressão sanguínea ao longo de 24 horas com uma pequena diferença entre os efeitos máximo e mínimo durante esse intervalo.


Geralmente, uma redução na pressão arterial18 é evidente 2 horas após a primeira dose oral de felodipino e prolonga-se por pelo menos 24 horas.


O efeito de ATACAND Comb é evidente dentro de uma semana e seu efeito completo ocorre em 4 semanas.


- 4. CONTRAINDICAÇÕES:

ATACAND Comb é contraindicado para pacientes41 com hipersensibilidade à candesartana cilexetila, ao felodipino ou aos outros componentes das formulações.


ATACAND Comb é contraindicado para pacientes41 que apresentem insuficiência cardíaca5 descompensada, infarto51 agudo52 do miocárdio25 e angina28 instável.


ATACAND Comb é contraindicado em pacientes com insuficiência renal47 grave (depuração de creatinina70 <30 mL/min/1 ,73 m de área corpórea) e em pacientes com insuficiência hepática42 grave e/ou colestase65.


ATACAND Comb é contraindicado durante a gravidez67 e lactação71.


- 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES:


Hipotensão20

Hipotensão20 pode ocorrer durante o tratamento com candesartana cilexetila em pacientes com insuficiência cardíaca5. Como descrito para outros agentes que agem no sistema renina-anaiotensina-aldosterona. isso também Dode ocorrer em Dacientes hiDertensos com depleção72 do volume intravascular73. Deve-se ter cuidado no início da terapia, corrigindo-se a hipovolemia74.


Estenose75 da artéria renal76

Outras substâncias que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, por exemplo, inibidores da enzima12 conversora de angiotensina (ECA), podem aumentar a taxa de uréia77 no sangue39 e a creatinina70 sérica em pacientes com estenose75 da artéria renal76 bilateral ou estenose75 da artéria78 de um único rim79. Um efeito similar pode ser previsto com os antagonistas dos receptores da angiotensina II.


Alterações renais

Assim como com outros agentes inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, alterações na função renal33 podem ser previstas em pacientes suscetíveis tratados com candesartana cilexetila. A avaliação de pacientes com insuficiência cardíaca5 deve incluir exames periódicos da função renal33. Durante titulação de dose da candesartana cilexetila, é recomendada monitoração dos níveis séricos de creatinina70 e potássio.


Transplante renal33

Não há experiência da administração da candesartana cilexetila em pacientes que sofreram transplante renal33 recente.


Alterações hepáticas64

Há apenas uma experiência limitada do uso em pacientes com alterações hepáticas64 graves e/ou colestase65.


Estenose75 das válvulas mitral e aórtica (cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva)

Como com outros vasodilatadores, indica-se cuidados especiais nos pacientes que sofrem de estenose75 das válvulas aórtica ou mitral hemodinamicamente relevante ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.


Hipercalemia80

Com base nas experiências do uso de outros fármacos que afetam o sistema reninaa ngiotensina-aldosterona, o uso concomitante da candesartana cilexetila com diuréticos22 poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que podem aumentar os níveis de potássio (como heparina), pode levar a aumentos de potássio sérico em pacientes hipertensos. Pode ocorrer hipercalemia80 em pacientes com insuficiência cardíaca5 tratados com candesartana cilexetila. Durante o tratamento com candesartana cilexetila em pacientes com insuficiência cardíaca5, recomenda-se monitorização periódica do potássio sérico, especialmente quando é administrado concomitantemente com inibidores da ECA e diuréticos22 poupadores de potássio como a espironolactona.


Anestesia81 e cirurgia

Pode ocorrer hipotensão20 durante anestesia81 e cirurgias em pacientes tratados com antagonistas da angiotensina II, devido ao bloqueio do sistema renina-angiotensina. Muito raramente, a hipotensão20 pode ser grave a ponto de justificar o uso de fluidos intravenosos e/ou vasopressores.


Geral

Nos pacientes cujo tônus vascular17 e função renal33 dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (como pacientes com insuficiência cardíaca congestiva31 grave ou com doença renal33 de base, incluindo estenose75 da artéria renal76), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi associado com hipotensão20 aguda, azotemia, oligria ou, raramente, insuficiência82 renaf aguda. Como com qualquer agente anti-hipertensivo, a queda excessiva da pressão sanguínea em pacientes com cardiopatia isquêmica83 ou doença isquêmica cerebrovascu lar pode resultar em um infarto do miocárdio84 ou acidente vascular cerebral53.


O felodipino, assim como outros dilatadores arteriolares eficazes, pode, em raros casos, provocar hipotensão20 significativa com taquicardia85, a qual, em indivíduos suscetíveis, pode resultar em isquemia29 miocárdica.


O felodipino, assim como outros antagonistas do cálcio, pode raramente precipitar síncope86.

Pode, ainda, induzir à taquicardia85 reflexa, a qual pode precipitar angina28 pectoris em pacientes suscetíveis.


Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

O efeito ATACAND Comb na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas não foi estudado, mas baseado nas propriedades farmacodinâmicas, é improvável que a candesartana cilexetila e felodipino afetem estas capacidades.


Verifique a sua reação ao medicamento antes de dirigir ou operar máquinas, porque pode ocorrer tontura87 ou fadiga88 durante o tratamento.


Uso durante a gravidez67 e lactação71


  - candesartana cilexetila

Os fármacos que agem diretamente no sistema renina—angiotensina, quando usados durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez67, podem causar lesão89 e morte fetal e neonatal.


Estudos em animais com candesartana cilexetila demonstraram lesão89 renal33 em fetos a termo e neonatos90. Acredita-se que o mecanismo seja farmacologicamente mediado por efeitos no sistema renina-angiotensina-aldosterona.


Em humanos, a perfusão renal33 em fetos, que é dependente do desenvolvimento do sistema renina-angiotensina-aldosterona, começa no segundo trimestre de gestação. Então, o risco para o feto91 aumenta se a candesartana cilexetila é administrada durante o segundo ou terceiro trimestres de gravidez67. Portanto, baseado nessas informações, a candesartana cilexetila não deve ser usada durante a gravidez67. Se a gravidez67 for diagnosticada durante o tratamento, o uso da candesartana cilexetila deve ser descontinuado.


Não se sabe se a candesartana é excretada no leite humano. Entretanto, a candesartana é excretada no leite de ratas que estão amamentando. Devido ao potencial de efeitos adversos nos lactentes92, se o uso da candesartana cilexetila é considerado essencial, o aleitamento materno93 deve ser descontinuado.


  - felodipino

O felodipino não deve ser usado durante a gravidez67, O felodipino é detectado no leite materno. Quando utilizado em doses terapêuticas pela mãe lactente94, é provável que não afete a criança.


  - candesartana cilexetila

Categoria de risco na gravidez67: O (primeiro trimestre) e D (segundo e terceiro trimestres).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez67.


 

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
2 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
3 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
4 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
5 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
6 Patogênese: Modo de origem ou de evolução de qualquer processo mórbido; nosogenia, patogênese, patogenesia.
7 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
8 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
9 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
10 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
11 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
12 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
13 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
14 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
15 Receptores hormonais: São proteínas que se ligam aos hormônios circulantes, mediando seus efeitos nas células. Os mais estudados em tumores de mama são os receptores de estrogênio e os receptores de progesterona, por exemplo.
16 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
17 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
18 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
19 Adrenérgico: Que age sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
20 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
21 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
22 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
23 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
24 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
25 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
26 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
27 Arteríolas: As menores ramificações das artérias. Estão localizadas entre as artérias musculares e os capilares.
28 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
29 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
30 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
31 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
32 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
33 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
34 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
35 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
36 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
37 Doença de Raynaud: Condição hereditária, não associada a outras doenças (Raynaud primário), que afeta o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo humano quando submetido a baixas temperaturas ou estresse. Ocorre pela redução do suprimento de oxigênio. A pele fica esbranquiçada, empalidecida, fria e pode ficar dormente. Quando o oxigênio é totalmente consumido pelas células, a pele começa a adquirir uma coloração azulada ou roxa (chamada cianose). Estes eventos são episódicos, com duração variável de acordo com a gravidade da doença. No final do episódio, a pele é aquecida e volta a ficar avermelhada por vasodilatação. Na variação mais comum da doença de Raynaud há três mudanças de cores (branca ou pálida; azul, roxa ou cianótica; e avermelhada ou rubra). Alguns pacientes não apresentam todas as fases de mudanças de cores.
38 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
39 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
40 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
41 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
42 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
43 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
44 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
45 Resistência periférica: A resistência periférica é a dificuldade que o sangue encontra em passar pela rede de vasos sanguíneos. Ela é representada pela vasocontratilidade da rede arteriolar especificamente, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial diastólica. A resistência é dependente das fibras musculares na camada média dos vasos, dos esfíncteres pré-capilares e de substâncias reguladoras da pressão como a angiotensina e a catecolamina.
46 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
47 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
48 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
49 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
50 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
51 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
52 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
53 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
54 Pressão arterial diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
55 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
56 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
57 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
58 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
59 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
60 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
61 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
62 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
63 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
64 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
65 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
66 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
67 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
68 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
69 Glândulas: Grupo de células que secreta substâncias. As glândulas endócrinas secretam hormônios e as glândulas exócrinas secretam saliva, enzimas e água.
70 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
71 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
72 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
73 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
74 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
75 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
76 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
77 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
78 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
79 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
80 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
81 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
82 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
83 Cardiopatia isquêmica: Doença ocasionada por um déficit na circulação nas artérias coronarianas e outros defeitos capazes de afetar o aporte sangüíneo para o músculo cardíaco.É evidenciada por dor no peito, arritmias, morte súbita ou insuficiência cardíaca.
84 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
85 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
86 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
87 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
88 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
89 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
90 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
91 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
92 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
93 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
94 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).

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