ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES HYTRIN

Atualizado em 20/07/2016

Síncope1 (perda da consciência inesperada com desmaios) e efeito da primeira dose: HYTRIN (cloridrato de terazosina), assim como outros medicamentos parecidos com ele (agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos2), pode causar redução importante da pressão arterial3, especialmente queda da pressão arterial3 quando o paciente levanta-se rapidamente (hipotensão4 postural) e perda da consciência com desmaios (síncope1) logo após o paciente tomar a primeira dose do medicamento.
Esses problemas também podem aparecer quando o tratamento é interrompido por um período e depois reiniciado.
A perda de consciência associada a desmaios (síncope1) também pode ocorrer quando outros medicamentos parecidos (agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos2) são usados junto com outros medicamentos para tratar a pressão alta (hipertensão arterial5), com aumento ou diminuição da dose de forma rápida.
Se ocorrer perda de consciência e desmaios (síncope1), o paciente deve ser colocado deitado (posição supina) e receber o tratamento de suporte necessário.
HYTRIN (cloridrato de terazosina) pode causar outros sintomas6 de pressão arterial3 diminuída, tais como tonturas7 (vertigem8), sensação de cabeça9 leve e aceleração do coração10 (palpitações11), são mais comuns. Pacientes que trabalham com situações nas quais estes eventos possam causar problemas potenciais, devem ser tratados com atenção particular.
A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS, ALIMENTARES E COM TESTES LABORATORIAIS

Hipertensão12 (pressão alta): Não foram observados problemas importantes quando se utilizou o HYTRIN (cloridrato de terazosina) com outros medicamentos para tratar a pressão alta, tais como diuréticos13 e bloqueadores beta-adrenérgicos2.
O cloridrato de terazosina foi usado em conjunto com os seguintes medicamentos ou classes de medicamentos sem causar problemas ao paciente pela associação: analgésicos14 / anti-inflamatórios (p. ex.: paracetamol, ácido acetilsalicílico, codeína, ibuprofeno, indometacina); antibióticos (p. ex.: eritromicina, trimetoprima e sulfametoxazol); anticolinérgicos/ simpatomiméticos (p. ex.: cloridrato de fenilefrina, cloridrato de fenilpropanolamina, cloridrato de pseudoefedrina); antigotosos (p. ex.: alopurinol); anti-histamínicos (p. ex.: clorfeniramina); agentes cardiovasculares (p. ex.: atenolol, hidroclorotiazida, meticlotiazida, propranolol); corticosteroides; agentes gastrintestinais (p. ex.: antiácidos15); hipoglicemiantes16; ansiolíticos/ sedativos (p. ex.: diazepam).
Deve-se ter bastante cuidado quando se utilizar o HYTRIN (cloridrato de terazosina) junto com outros medicamentos para tratar a pressão alta (anti-hipertensivos; p. ex.: antagonistas de cálcio), para evitar a possibilidade de hipotensão4 (queda da pressão) significativa. Quando se deseja incluir mais um medicamento, como um diurético17 ou outro agente anti-hipertensivo, deve-se baixar a dose.
Inibidores de PDE-5: hipotensão4 foi reportada quando terazosina foi utilizada concomitante a inibidores de fosfodiesterase-5 (PDE-5).
Hiperplasia18 prostática benigna (HPB): Não foram observadas reações adversas importantes (efeitos colaterais19) em pacientes com aumento da próstata20 não associado a tumores malignos (hiperplasia18 prostática benigna - HPB) que usaram o HYTRIN (cloridrato de terazosina) junto com anti-inflamatórios não esteroidais, teofilina, antianginosos, hipoglicemiantes orais21, exceto com inibidores da enzima22 conversora de angiotensina (ECA) ou diuréticos13.
Entretanto, em estudos clínicos, um pequeno número de pacientes apresentou tonturas7 (vertigens23) quando tratados com cloridrato de terazosina.
Alimentos: os alimentos têm pouco ou nenhum efeito na biodisponibilidade do cloridrato de terazosina.
Testes laboratoriais: decréscimos pequenos, mas estatisticamente significativos, no hematócrito24, hemoglobina25, células brancas do sangue26, proteína total e albumina27, foram observados em ensaios clínicos28 controlados.

A medicação deve ser administrada exclusivamente pela via que consta em bula, sob o risco de danos de eficácia terapêutica29.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Uso em idosos: HYTRIN pode ser usado por pacientes idosos, sem que seja necessário ajustar a dosagem.
Uso em crianças: HYTRIN não deve ser usado por crianças, pois a segurança e a eficácia deste medicamento não foram estabelecidas para esta faixa etária.
Uso na gravidez30: HYTRIN (cloridrato de terazosina) não é recomendado durante a gravidez30, a menos que, na opinião do médico, os benefícios justifiquem os possíveis riscos para a mãe e para o feto31.
Amamentação32: Não se sabe ao certo se este fármaco33 é excretado no leite materno.
Uma vez que muitos fármacos podem ser excretados no leite humano, deve-se ter muito cuidado para utilizar o HYTRIN (cloridrato de terazosina) em mulheres que estejam amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

O medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez30 e a amamentação32, exceto sob orientação médica.
Categoria de risco: C

Este medicamento é contraindicado na faixa etária pediátrica.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde34.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
2 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
3 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
4 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
5 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
6 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
7 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
8 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
9 Cabeça:
10 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
11 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
12 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
13 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
14 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
15 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
16 Hipoglicemiantes: Medicamentos que contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
17 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
18 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
19 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
20 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
21 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
22 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
23 Vertigens: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
24 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
25 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
26 Células Brancas do Sangue: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS).
27 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
28 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
29 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
30 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
31 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
32 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
33 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
34 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.

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