FARMACODINÂMICA APRESOLINA

Atualizado em 19/05/2016

A hidralazina exerce seu efeito vasodilatador periférico através de uma ação relaxante direta sobre a musculatura lisa dos vasos de resistência, predominantemente nas arteríolas1. O mecanismo de ação celular responsável por este efeito não é totalmente conhecido. Na hipertensão2, este efeito resulta numa redução da pressão arterial3 sanguínea (mais a diastólica do que a sistólica), e num aumento da frequência cardíaca, volume de ejeção e débito cardíaco4. A dilatação preferencial das arteríolas1 atenua a hipotensão5 postural e promove um aumento do débito cardíaco4. A vasodilatação periférica é difusa mas não uniforme. O fluxo sanguíneo renal6, cerebral, coronariano e esplâncnico aumentam, a não ser que a queda da pressão sanguínea seja muito acentuada. A resistência vascular7 na camada cutânea8 e muscular não é afetada de maneira considerável. Uma vez que a hidralazina não apresenta propriedades cardiodepressoras ou simpatolíticas, os mecanismos regulatórios reflexos produzem um aumento no volume de ejeção e da frequência cardíaca. A taquicardia9 reflexa induzida, que pode ocorrer como um efeito paralelo, pode ser controlada pelo tratamento concomitante com betabloqueador. O uso da hidralazina pode ocasionar retenção de líquidos e sódio, produzindo edema10 e reduzindo o volume urinário. Estes efeitos indesejáveis podem ser prevenidos com a administração concomitante de um diurético11.Na insuficiência cardíaca congestiva12, a hidralazina através de sua ação primária como um dilatador arteriolar, reduz a pós-carga. Isto leva à diminuição do trabalho realizado pelo ventrículo esquerdo, acompanhada de um aumento do volume de ejeção, do fluxo sanguíneo renal6 e do débito cardíaco4, com manutenção ou apenas ligeira queda da pressão sanguínea.

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Complementos

1 Arteríolas: As menores ramificações das artérias. Estão localizadas entre as artérias musculares e os capilares.
2 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
3 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
4 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
5 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
8 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
9 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
10 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
11 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
12 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.

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