ESTUDOS CLÍNICOS GLUCOBAY

Atualizado em 25/05/2016


Experiências clínicas com pacientes portadores de diabetes1 "mellitus" não-insulino-dependentes (DMNID) sob tratamento exclusivamente com dieta: Foram compilados os resultados obtidos em 6 estudos controlados, com dosagem fixa, na monoterapia com GLUCOBAY®  no tratamento de pacientes portadores de DMNID. Com um total de 769 pacientes tratados, calculou-se, para cada dosagem, a média ponderada das diferenças obtidas na alteração média dos valores de hemoglobina glicosilada2 (HbA1c3) desde o primeiro dia de tratamento, conforme demonstrado a seguir.

Tabela 1
Alteração média de HbA1c3 em estudos com dosagem fixa e monoterápica

   Dose de                              N          Alteração em       Valor -p
GLUCOBAY®  *                            HbA1c3 %

25 mg 3 x dia        110        -0,44                 ,0307    
50 mg 3 x dia               131        -0,77                 ,0001    
100 mg 3 x dia               244        -0,74               0,0001    
200 mg 3 x dia**        231        -0,86               0,0001    
300 mg 3 x dia**           53                  -1,00               0,0001

* Os resultados obtidos com GLUCOBAY®  foram estatisticamente significativos, diferentes dos resultados obtidos com o placebo4 em todas as dosagens. Embora não se registrassem diferenças estatisticamente significativas entre os resultados médios obtidos para doses de 50 a 300 mg 3 vezes ao dia, alguns pacientes talvez possam beneficiar-se com o aumento da dosagem de 50 para 100 mg 3 vezes ao dia.
** Embora os estudos tenham utilizado doses máximas de 200 ou 300 mg 3 vezes ao dia, a dose máxima recomendada para pacientes5 pesando 60 kg ou menos é de 50 mg 3 vezes ao dia; a dose máxima recomendada para pacientes5 com peso superior a 60 kg é de 100 mg, 3 vezes ao dia.

Os resultados obtidos com estes 6 estudos com monoterapia, dosagem fixa, também foram combinados para que deles se obtivesse a média ponderada da diferença da média das alterações dos níveis de glicemia6 uma hora após as refeições, em comparação com o placebo4, a partir do primeiro dia de tratamento, conforme se segue.

Experiência clínica com pacientes portadores de DMNID tratados com sulfoniluréias7: GLUCOBAY®  foi analisado associado ao tratamento com sulfoniluréias7 em dois estudos clínicos, duplo-cegos, randomizados e de porte considerável, realizados nos Estados Unidos com a inclusão de 540 pacientes na análise de eficácia. Além disso, GLUCOBAY®  foi avaliado como terapia associada ao tratamento com sulfoniluréias7 em um terceiro estudo, realizado no Canadá, no qual os pacientes foram estratificados de acordo com a terapia básica. O Estudo 1 (Tabela 2) envolveu pacientes que, ao serem incluídos, encontravam-se sob tratamento com dieta, exclusivamente. Estes pacientes foram distribuídos aleatoriamente entre quatro grupos de tratamento. Ao final do estudo, os pacientes do grupo tratado com GLUCOBAY®  + tolbutamida apresentaram uma alteração média da hemoglobina glicosilada2 de -1,78% e estavam recebendo uma dose diária média de tolbutamida consideravelmente menor do que os pacientes do grupo tratado somente com tolbutamida. Além disso, a eficácia no grupo tratado com GLUCOBAY®  + tolbutamida foi significativamente maior do que nos outros três grupos tratados. O Estudo 2 (Tabela 2) incluiu pacientes cujo tratamento inicial consistia em doses diárias máximas de sulfoniluréias7. Ao final do estudo, o efeito médio da adição de GLUCOBAY® ao tratamento com doses máximas de sulfoniluréia foi uma queda de -0,54 na HbA1c3. Além disso, aumentou consideravelmente a proporção de pacientes do grupo tratado com GLUCOBAY® + sulfoniluréias7 que, em comparação com os pacientes do grupo tratado com placebo4 + sulfoniluréia, tiveram suas doses de sulfoniluréia reduzidas. No Estudo 3 (Tabela 2), a adição de GLUCOBAY®  ao tratamento inicial com sulfoniluréia produziu uma queda adicional de -0,8% na média de HbA1c3. Carcinogênese, mutagênese e prejuízo da fertilidade: Foram realizados três estudos sobre toxicidade8/carcinogenicidade crônica com três espécies animais (rato, hamster ou cricetídeo, cão), incluindo duas raças de rato (Sprague-Dawley e Wistar). No primeiro estudo com ratos, os da raça Sprague-Dawley, os animais receberam acarbose9 em altas dosagens adicionadas à ração (até aproximadamente 500 mg/kg de peso corporal) durante 104 semanas. O tratamento com a acarbose9 levou a um significativo aumento da incidência10 de tumores renais (adenomas e adenocarcinomas) e tumores benignos nas células de Leydig11. Repetiu-se o estudo, obtendo-se os mesmos resultados. Outros estudos foram realizados para diferenciar os efeitos carcinogênicos diretos da acarbose9 dos efeitos indiretos conseqüentes da desnutrição12 por falta de carboidratos, induzida pelas maciças doses de acarbose9 utilizadas nos estudos. Em um dos estudos com ratos Sprague-Dawley, misturou-se acarbose9 com a ração, evitando-se, porém, a falta de carboidratos, com a adição de glicose13 na dieta. Em um estudo que durou 26 meses com ratos Sprague-Dawley, administrou-se acarbose9 através de gavagem pós-prandial diária, a fim de se evitarem os efeitos farmacológicos do medicamento. Em ambos os estudos não se verificou o aumento da incidência10 de tumores renais detectados nas experiências iniciais. A acarbose9 também foi administrada com o alimento e por gavagem pós-prandial em dois estudos, realizados separadamente, com ratos Wistar. Em nenhum destes dois estudos detectou-se aumento da incidência10 de tumores renais. Também não houve evidências de carcinogenicidade nos dois estudos realizados com hamsters, com e sem complementação de glicose13 na alimentação. A acarbose9 não registrou atividade mutagênica quando testada em seis ensaios in vitro e três ensaios in vivo. Os estudos realizados com ratos, após a administração oral, não produziram efeitos danosos sobre a fertilidade ou sobre a capacidade de reprodução14. Efeitos teratogênicos15: Gravidez16 de categoria B. Não ficou estabelecida a segurança da administração de GLUCOBAY®  a mulheres grávidas. Realizaram-se estudos de reprodução14 com ratos, com doses de até 480 mg/kg (correspondente a 9 vezes a dose terapêutica17 do medicamento, com base nos níveis plasmáticos de medicamento), não revelando esses estudos indícios de efeitos nocivos sobre a fertilidade ou danos ao feto18 decorrentes da aplicação de acarbose9. Em coelhos, o menor ganho de peso da mãe, provavelmente como resultado da atividade farmacodinâmica das doses elevadas de acarbose9 nos intestinos19, talvez tenha sido responsável por um pequeno aumento do número de perdas embrionárias. Entretanto os coelhos que receberam 160 mg/kg de acarbose9 (que corresponde a 10 vezes a dose terapêutica17, levando-se em conta a área de superfície corporal) não evidenciaram embriotoxicidade, não havendo evidência de teratogenicidade com dosagem equivalente a 32 vezes a dose terapêutica17 (com base na área de superfície corporal). Não existem, no entanto, estudos adequados e bem-controlados sobre o tratamento com GLUCOBAY®  em mulheres grávidas. Considerando que a reprodução14 animal nem sempre se aplica à humana, este medicamento somente deve ser usado durante a gravidez16 caso seja estritamente necessário. Devido ao fato de que as informações existentes sugerem que os níveis anormais de glicemia6 durante a gravidez16 estão relacionados com uma incidência10 mais elevada de anomalias congênitas20, bem como com um aumento de morbidade21 e mortalidade22 neonatal, a maioria dos experts no assunto recomenda o uso da insulina23 durante a gravidez16, a fim de manter os níveis de glicemia6 tão próximos da normalidade quanto possível. Mães em fase de amamentação24: Pequena quantidade de radioatividade foi encontrada no leite de ratas em fase de lactação25 após a administração de acarbose9 com ação radioativa. Não se sabe se este medicamento é excretado através do leite humano. Considerando, no entanto, que muitos medicamentos são excretados através do leite humano, GLUCOBAY®  não deve ser administrado a mulheres em fase de amamentação24. Uso pediátrico: Não ficaram estabelecidas a segurança e a eficácia de GLUCOBAY®  em pacientes pediátricos.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
3 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
6 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
7 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
8 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
9 Acarbose: Medicamento hipoglicemiante de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Ele bloqueia a enzima alfa glicosidase que digere o amido dos alimentos. O resultado é uma redução do aumento do açúcar no sangue durante todo o dia, especialmente após as refeições.
10 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
11 Células de Leydig: Células produtoras de esteróides no tecido intersticial do TESTÍCULO. São reguladas pelos HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS, pelo HORMÔNIO LUTEINIZANTE ou pelo hormônio estimulante das células intersticiais. Entre os ANDROGÊNIOS produzidos , o principal hormônio é a TESTOSTERONA.
12 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
13 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
14 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
15 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
16 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
17 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
18 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
19 Intestinos: Seção do canal alimentar que vai do ESTÔMAGO até o CANAL ANAL. Inclui o INTESTINO GROSSO e o INTESTINO DELGADO.
20 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
21 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
22 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
23 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
24 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
25 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.

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