POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO GLUCOBAY

Atualizado em 25/05/2016

Não existe uma dosagem fixa para o controle do diabetes1 mellitus com GLUCOBAY® , ou com qualquer outro agente farmacológico. A dosagem de GLUCOBAY®  deve ser individualizada com base na sua eficácia e tolerabilidade, não devendo superar, no entanto, a dose máxima recomendada de 100 mg 3 vezes ao dia. GLUCOBAY®  deve ser tomado 3 vezes ao dia no início (com o primeiro bocado) de cada refeição principal. O tratamento com GLUCOBAY®  deve ser iniciado com uma dose baixa, que será gradualmente aumentada, conforme indicado a seguir, não só para reduzir os efeitos colaterais2 gastrintestinais como também para permitir a identificação da dose mínima necessária para o adequado controle glicêmico do paciente. Durante o início do tratamento e a titulação da dose (ver adiante) deve-se usar a glicemia pós-prandial3 de uma hora para determinar a reação terapêutica4 a GLUCOBAY®  e identificar a dose de melhor efeito para o paciente. Daí em diante, a hemoglobina glicosilada5 deve ser avaliada a intervalos de aproximadamente três meses. O objetivo terapêutico deve ser o de reduzir à normalidade ou à quase normalidade não só os níveis de glicemia pós-prandial3, mas também os de hemoglobina glicosilada5, usando-se a dose mais baixa que se mostrar eficaz, seja como monoterapia, seja em associação às sulfoniluréias6. Dosagem inicial: A dosagem inicial recomendada de GLUCOBAY®  é de 25 mg (metade de um comprimido de 50 mg), via oral, 3 vezes ao dia, no início (com o primeiro bocado) de cada uma das refeições principais. Dosagem de manutenção: A dosagem de GLUCOBAY®  deve ser ajustada a intervalos de 4 a 8 semanas, com base nos níveis de glicemia pós-prandial3 de uma hora e na tolerabilidade. Após a dosagem inicial de 25 mg 3 vezes ao dia, esta deve ser aumentada para 50 mg 3 vezes ao dia. Alguns pacientes talvez se beneficiem aumentando ainda mais a dosagem, para 100 mg 3 vezes ao dia. A dose de manutenção varia de 50 a 100 mg 3 vezes ao dia. Entretanto, considerando que os pacientes com baixo peso corporal talvez corram maior risco de elevação das transaminases séricas, apenas os pacientes com peso corporal superior a 60 kg devem ser considerados para titulação de uma dosagem superior a 50 mg 3 vezes ao dia (ver Precauções). Se não houver maior redução nos níveis de glicemia pós-prandial3 ou de hemoglobina glicosilada5 com 100 mg 3 vezes ao dia, deve-se considerar a redução da dosagem. Uma vez estabelecida uma dosagem que seja eficaz e tolerada, esta deve ser mantida. Dosagem máxima: A dose máxima recomendada para pacientes7 com 60 kg de peso ou menos é de 50 mg 3 vezes ao dia. A dose máxima recomendada para pacientes7 com peso superior a 60 kg é de 100 mg 3 vezes ao dia. Pacientes em tratamento com sulfoniluréias6: Os agentes do grupo das sulfoniluréias6 podem causar hipoglicemia8. GLUCOBAY® , administrado em associação a uma sulfoniluréia, causará ainda maior redução da glicemia9 e poderá aumentar o potencial hipoglicêmico da sulfoniluréia. Se ocorrer hipoglicemia8, deve-se fazer adequados ajustes na dosagem desses agentes.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
3 Glicemia pós-prandial: Teste de glicose feito entre 1 a 2 horas após refeição.
4 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
5 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
6 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
7 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
8 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
9 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).

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