PRECAUÇÕES AGRASTAT

Atualizado em 28/05/2016

AGRASTAT® deve ser usado com cautela nas seguintes situações:

hemorragias1 recentes (<1 ano), incluindo histórico de hemorragia2 gastrointestinal ou hemorragia2 geniturinária de significância clínica;coagulopatia conhecida, distúrbios plaquetários ou histórico de trombocitopenia3;
contagem de plaquetas4 < 150.000 células5/mm3;
histórico de doença cerebrovascular6 no ano precedente;
procedimentos cirúrgicos de porte ou trauma físico grave no mês precedente;
procedimento epidural7 recente;
histórico, sintomas8 ou achados sugestivos de dissecação da aorta9;
hipertensão10 grave, não controlada (pressão arterial sistólica11 > 180 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica12 > 110 mm Hg);
pericardite13 aguda;
retinopatia hemorrágica14;
hemodiálise15 crônica.

Precauções relativas a hemorragias1: sabendo-se que AGRASTAT® inibe a agregação plaquetária, deve-se ter cautela quando esse medicamento for usado com outras medicações que afetem a hemostasia16. A segurança de AGRASTAT®, utilizado em combinação com agentes trombolíticos, não foi estabelecida até o momento. Durante o tratamento com AGRASTAT®, os pacientes devem ser monitorizados quanto a possíveis sangramentos. Caso necessário, deve-se considerar a descontinuação do medicamento e  a possibilidade de realizar transfusão17.

Foram relatados sangramentos fatais (veja REAÇÕES ADVERSAS ).

Local de punção da artéria18 femoral: AGRASTAT® está associado a pequenos aumentos das taxas de sangramento, particularmente no local de acesso arterial para colocação do introdutor femoral. Deve-se ter cautela para, na tentativa de obter acesso femoral, somente puncionar a parede anterior desta artéria18, evitando-se a técnica de cateterização de Seldinger. Deve-se tomar cuidado para se obter hemostasia16 apropriada após a remoção dos introdutores e manter o paciente sob atenta observação.

Monitorização laboratorial: a contagem de plaquetas4, a hemoglobina19 e o hematócrito20 devem ser monitorizados antes do tratamento,  em até 6 horas após a infusão em bolus21 ou de ataque e, a seguir, pelo menos diariamente durante o tratamento com AGRASTAT®  (ou mais freqüentemente se houver evidência de queda significativa). No caso de pacientes que receberam anteriormente antagonistas do receptor de GP IIb/IIIa deve-se considerar a monitorização precoce das plaquetas4. Se o paciente apresentar redução do número de plaquetas4 para menos de 90.000 células5/mm3, contagens adicionais devem ser realizadas para excluir pseudotrombocitopenia. Se for confirmada trombocitopenia3, AGRASTAT® e heparina devem ser descontinuados e essa alteração monitorizada e tratada apropriadamente.

Além disso, o tempo parcial de tromboplastina22 ativado (TPTa) deve ser determinado antes do tratamento e os efeitos anticoagulantes23 da heparina devem ser cuidadosamente monitorizados por meio de avaliações repetidas do TPTa e sua dose, ajustada de maneira adequada (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO ).

Pode ocorrer sangramento que acarreta risco de vida, especialmente quando heparina  for administrada com outros produtos que afetam a homeostase,  tais como antagonistas do receptor GP IIb/IIIa.

Insuficiência renal24 grave: em estudos clínicos, pacientes com insuficiência renal24 grave (clearance de creatinina25 < 30 mL/min) demonstraram redução da depuração plasmática de AGRASTAT®. A posologia de AGRASTAT® deve ser reduzida nesses pacientes (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO ).

Gravidez26: não há estudos adequados e bem controlados em grávidas. AGRASTAT® deve ser utilizado durante a gravidez26 somente se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto27.

Nutrizes28: não se sabe se AGRASTAT® é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite humano e em razão do potencial de efeitos adversos para o lactente29, deve-se optar por descontinuar a amamentação30 ou o tratamento com AGRASTAT®, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Uso Pediátrico: a segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.

Uso em Idosos: em estudos clínicos, a eficácia de AGRASTAT® em idosos (³ 65 anos de idade) foi comparável à observada em pacientes mais jovens (< 65 anos de idade). Pacientes idosos que receberam AGRASTAT® com heparina ou heparina isoladamente tiveram incidência31 maior de complicações hemorrágicas32 do que pacientes mais jovens. O incremento do risco de hemorragia2 em pacientes tratados com AGRASTAT® em combinação com heparina sobre o risco em pacientes tratados somente com heparina foi comparável, independentemente da idade. A incidência31 global de eventos adversos não hemorrágicos33 foi maior em pacientes mais velhos (em comparação à observada em pacientes mais jovens). Entretanto, a incidência31 de eventos adversos não hemorrágicos33 nesses pacientes foi comparável entre os grupos que receberam AGRASTAT® associado à heparina e aqueles que receberam heparina isoladamente. Não é recomendado ajuste posológico para esse grupo de pacientes (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO , Outros Grupos de Pacientes).

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
2 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
3 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
4 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Doença cerebrovascular: É um dano aos vasos sangüíneos do cérebro que resulta em derrame (acidente vascular cerebral). Os vasos tornam-se obstruídos por depósitos de gordura (aterosclerose) ou tornam-se espessados ou duros bloqueando o fluxo sangüíneo para o cérebro. Quando o fluxo é interrompido, as células nervosas sofrem dano ou morrem, resultando no derrame. Pacientes com diabetes descompensado têm maiores riscos de AVC.
7 Epidural: Mesmo que peridural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Aorta: Principal artéria do organismo. Surge diretamente do ventrículo esquerdo e através de suas ramificações conduz o sangue a todos os órgãos do corpo.
10 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
11 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
12 Pressão arterial diastólica: É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.
13 Pericardite: Inflamação da membrana que recobre externamente o coração e os vasos sanguíneos que saem dele. Os sintomas dependem da velocidade e grau de lesão que produz. Variam desde dor torácica, febre, até o tamponamento cardíaco, que é uma emergência médica potencialmente fatal.
14 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
15 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
16 Hemostasia: Ação ou efeito de estancar uma hemorragia; mesmo que hemóstase.
17 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
18 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
19 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
20 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
21 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
22 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
23 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
24 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
25 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
26 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
27 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
28 Nutrizes: Mulheres que amamentam; amas de leite; que alimentam.
29 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
30 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
31 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
32 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
33 Hemorrágicos: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.

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