ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES STARFORM

Atualizado em 28/05/2016

Foi observada hipoglicemia1 em pacientes com diabetes tipo 22 que estavam fazendo dieta e exercícios e em pacientes tratados com agentes antidiabéticos orais3 (veja "Reações adversas"). Pacientes idosos, pacientes desnutridos e pacientes com insuficiência4 adrenal ou pituitária são mais susceptíveis ao efeito redutor da glicose5 destes tratamentos. O risco de hipoglicemia1 em pacientes diabéticos tipo 2 pode ser aumentado pelo exercício físico vigoroso ou pela ingestão de álcool.A associação entre agentes antidiabéticos orais3 pode aumentar o risco de hipoglicemia1.
Pode ser difícil reconhecer a hipoglicemia1 em pacientes que estejam sendo medicados com â- bloqueadores.
•  Acidose6 lática7: em casos muitos raros, o tratamento com metformina8 pode conduzir à acidose6 lática7. A acidose6 lática7 é uma emergência9 médica com uma letalidade de 30-50%.
As acidoses láticas relacionadas à administração de metformina8 foram relatadas somente em pacientes com insuficiência renal10. Portanto, a função renal11 normal é um pré-requisito para a terapêutica12 com metformina8. Também no caso de insuficiência hepática13 grave, cautela é necessária já que a depuração de lactato14 pode estar comprometida.
É necessária a monitorização regular do paciente em relação às contra-indicações, especialmente na monitorização regular da função renal11. É recomendada a monitorização da creatinina15 sérica a cada 8 semanas durante os primeiros 6 meses de tratamento e depois a cada 6-12 meses. Nos pacientes considerados em risco especial, pode ser aconselhável medir a depuração de creatinina15 além das medições de rotina de creatinina15 sérica.
O risco de acidose6 láctica16 pelo uso de metformina8 é extremamente baixo se as contra-indicações forem levadas em consideração.
Os sintomas17 prodrômicos18 principais de acidose6 láctica16 são falta de apetite, dor abdominal, náuseas19 e vômitos20, especialmente quando estes sintomas17 aparecem após um período maior de tratamento com metformina8. O paciente deve ser instruído a consultar um médico imediatamente quando estes sintomas17 ocorrerem. O quadro completo com dor muscular e câimbras21, hiperventilação, diminuição da consciência e coma22 pode se desenvolver dentro de poucas horas.
Um diagnóstico23 confiável somente pode ser estabelecido pela determinação dos seguintes parâmetros: pH sangüíneo < 7,25 (geralmente < 7,0): anion gap geralmente > 30 mmol/L24, com cetonúria25 pequena ou ausente; relação lactato14/piruvato26 geralmente > 20; lactato14 ? 5 mmol/L24; freqüentemente com leucocitose27; sendo a glicemia28 um parâmetro não relevante.
•  A metformina8 não deve ser usada em diabetes mellitus29 insulino-dependente (tipo 1) já que não há estudos clínicos que provem a eficácia e a segurança a longo prazo.
•  A metformina8 não é recomendada no diabetes tipo 22 após completo fracasso da terapêutica12 com sulfoniluréia
•  Pacientes idosos ou pacientes mal nutridos devem ser monitorados de perto em relação as contra-indicações.
•  Pacientes sob dieta hipocalórica30 (menos que 1000 kcal/dia ou 4200 kJ/dia), a metformina8 deve ser usada com cautela.
•  Monitorização regular da função hepática31 é importante.
•  O uso de álcool não é aconselhável.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
2 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
3 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
4 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
5 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
6 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
7 Lática: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; láctica.
8 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
9 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
10 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
13 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
14 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
15 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
16 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
17 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
18 Prodrômicos: Relativos aos pródromos, ou seja, aos sinais e sintomas iniciais de uma doença.
19 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
20 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
21 Câimbras: Contrações involuntárias, espasmódicas e dolorosas de um ou mais músculos.
22 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
23 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
24 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
25 Cetonúria: Condição que ocorre quando as cetonas estão presentes na urina, um sinal de alerta na cetoacidose diabética.
26 Piruvato: Ácido pirúvico ou piruvato é um composto orgânico contendo três átomos de carbono (C3H4O3), originado ao fim da glicólise. Em meio aquoso, ele dissocia-se formando o ânion piruvato, que é a forma sob a qual participa de processos metabólicos.
27 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
28 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
29 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
30 Hipocalórica: Que é pouco calórica.
31 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.

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