INFORMAÇÕES TÉCNICAS DORMIRE 50MG - CX C/5AMP X 10ML

Atualizado em 20/09/2017
PROPRIEDADES:Midazolam é derivado do grupo das imidazobenzodiazepinas. É um benzodiazepínico de curta ação, depressor do sistema nervoso central1. Seu radical livre é uma substância lipofílica com baixa solubilidade em água. O nitrogênio básico na posição 2 do anel imidazobenzodiazepínico, permite que o Midazolam forme sais hidrossolúveis com os ácidos.
O Midazolam possui rápido início de ação e curta duração devido a sua inativação metabólica rápida. Em razão da sua baixa toxicidade2, possui ampla margem terapêutica3.
O Midazolam possui ação sedativa e indutora do sono de intensidade pronunciada e muito rápida. Exerce também efeito relaxante muscular e anticonvulsivante. Seu efeito no sistema nervoso central1 depende da dose administrada, da via de administração e da presença ou ausência de outras pré-medicações.
Ocorre amnésia4 anterógrada de curta duração após administração intramuscular ou intravenosa, ou seja, o paciente não tem lembrança dos eventos ocorridos durante o pico de atividade do composto.
FARMACOCINÉTICA:
A absorção de Midazolam pelo tecido5 muscular é rápida e completa sendo que a biodisponibilidade é de 90% após administração intramuscular. Os efeitos sedativos ocorrem após 15 minutos sendo que o pico de sedação6 ocorre em 30 a 60 minutos após a administração. Sua metabolização é rápida e completa, sendo seu principal metabólito7 o alfa-hidroxi-midazolam, encontrado no plasma8.
A meia-vida do metabólito7 é mais curta que a do Midazolam.
O metabólito7 ativo, após a sua formação, conjuga-se com o ácido glicurônico e a dose é eliminada pelos rins9 de 60 a 70%.
As concentrações plasmáticas apresentam fases distintas de distribuição e eliminação quando o Midazolam é administrado, por via intravenosa. A sedação6 ocorre dentro de 3 a 5 minutos.
A eliminação através do fígado10 é de 40 a 50% e o clearance plasmático é da ordem de 300 a 400 ml/minuto.
O volume de distribuição é de 50 a 60 litros calculado sob condições de estado de equilíbrio dinâmico.
A ligação protéica plasmática é de 95% e a meia-vida entre 1 ½ a 2 ½ horas.
Em pacientes idosos e pacientes de UTI a meia-vida de eliminação do Midazolam pode se prolongar até 6 vezes.
A velocidade de infusão deve ser ajustada nestes pacientes, dependendo da resposta clínica individual de cada paciente.
Nos casos de insuficiência cardíaca congestiva11 e insuficiência renal12 crônica, a meia-vida de eliminação também é prolongada.
Normalmente os pacientes recuperam seus sentidos dentro de 2 horas, mas há casos que os pacientes se recuperam dentro de um período acima de 6 horas.
Pacientes que receberam Midazolam se recuperam mais lentamente do que aqueles que receberam tiopental.
A indução com Midazolam em pacientes sem lesão13 intracranial, está associada com moderada diminuição da pressão do fluído cerebroespinhal, similar ao uso do tiopental.
Normalmente a pré-medicação de doses intramuscular de Midazolam não deprimem a resposta ventilatória com extensão clínica significante. O Midazolam deprime a resposta ventilatória por 15 minutos ou mais após a duração da depressão ventilatória seguida da administração do tiopental.
Danos na resposta ventilatória são mais presentes em pacientes com doença obstrutiva pulmonar crônica.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
2 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
5 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
6 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
7 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
8 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
9 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
10 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
11 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
12 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
13 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

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