INFORMAÇÕES AO PACIENTE DIPRIVAN 1% E 2%

Atualizado em 28/05/2016

Como este medicamento funciona?

DIPRIVAN pertence a um grupo de medicamentos chamado anestésicos gerais. Isto significa que DIPRIVAN faz com que o paciente fique inconsciente (adormecido) ou sedado durante operações cirúrgicas ou outros procedimentos.

DIPRIVAN é um agente de anestesia1 geral de curta duração com rápido início de ação de, aproximadamente, 30 segundos.


Por que este medicamento foi indicado?

DIPRIVAN é indicado por se tratar de um agente anestésico intravenoso de curta ação, sendo adequado para indução e manutenção de anestesia1 geral em procedimentos cirúrgicos.

DIPRIVAN pode também ser usado para a sedação2 de pacientes adultos ventilados que estejam recebendo cuidados de terapia intensiva3.

DIPRIVAN pode também ser usado para sedação2 consciente para procedimentos cirúrgicos e de diagnóstico4.



Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações

Você não deve utilizar DIPRIVAN nas seguintes situações:

Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente de sua fórmula;

Sedação2 em crianças com menos de 3 anos de idade com infecção5 grave do trato respiratório,

recebendo tratamento intensivo;

Sedação2 de crianças de todas as idades com difteria6 ou epiglotite recebendo tratamento

intensivo.



Advertências

DIPRIVAN deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:

Em pacientes com insuficiência cardíaca7, respiratória, renal8 ou hepática9, pacientes

hipovolêmicos ou debilitados;

Em paciente epiléptico, pode haver risco de convulsão10;

Em pacientes com disfunções no metabolismo11 de gordura12 e em outras condições que

requeiram cautela na utilização de emulsões lipídicas.

Particularmente em pacientes que tenham predisposição à deficiência em zinco, tais como

aqueles com queimaduras, diarréia13 e/ou sépsis, deve ser considerada a necessidade de zinco

suplementar durante a administração prolongada de DIPRIVAN.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.


Este medicamento não é recomendado em crianças menores de 3 anos de idade.


Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.


Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.


Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde14.


O paciente pode se movimentar quando sedado com DIPRIVAN ou qualquer outra droga para sedação2. Durante cirurgias em que não é aconselhável que o paciente se mexa, isto pode machucar o paciente.

Nos pacientes graves em uso de DIPRIVAN para sedação2 em unidade de terapia intensiva3 (UTI) pode raramente ocorrer acidose metabólica15, lesão16 muscular e acúmulo de cálcio e/ou falha cardíaca. Entretanto, não foi estabelecido uma relação causal com o DIPRIVAN.

O sistema TCI DIPRIFUSOR não é recomendado para uso em crianças.

DIPRIVAN não é recomendado para uso em neonatos17 para a indução e manutenção da anestesia1.

Não há dados que dão suporte ao uso de DIPRIVAN em sedação2 para neonatos17 prematuros, recebendo tratamento intensivo.

Precauções

Os pacientes devem ser alertados de que o desempenho para tarefas que exijam atenção, tais como, dirigir veículos e operar máquinas pode estar comprometido durante algum tempo após anestesia1 geral.

Interações medicamentosas

DIPRIVAN deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:

Em pacientes em uso dos medicamentos bloqueadores neuromusculares, atracúrio e mivacúrio, recomenda-se que não devem ser administrados na mesma via intravenosa (IV) antes de se eliminar os indícios de DIPRIVAN.



Como devo usar este medicamento?


Aspecto físico

DIPRIVAN é apresentado na forma de emulsão homogênea, branca a quase branca.


Características organolépticas

Ver aspecto físico.


Dosagem

Seu médico controlará a dose de DIPRIVAN que será administrada a você. A dose será ajustada de acordo com a profundidade da anestesia1 ou sedação2 esperada pelo seu médico, para que você fique sedado ou anestesiado. Ele também levará em consideração a sua idade e condição física e, ajustará a dose adequadamente.

Vários medicamentos diferentes podem ser necessários para manter você adormecido ou sedado, livre de dor, respirando de modo saudável e manter sua pressão sanguínea estável. Seu médico decidirá quais medicamentos você usará, quando for necessário.

Esta medicação somente poderá ser utilizada/administrada, interrompida e ter a sua posologia alterada pelo médico responsável.


Como usar

DIPRIVAN deve ser administrado diretamente em um vaso sanguíneo (intravenosamente).

DIPRIVAN deve ser administrado por pessoal treinado em técnicas de anestesia1 (ou quando apropriado, por médicos treinados em cuidados de pacientes em terapia intensiva3).

DIPRIVAN será administrado como uma injeção18 em uma veia, normalmente na parte de trás da mão19 ou no antebraço20. Seu médico pode usar uma agulha, ou um tubo de plástico fino, chamado cânula. Para operações longas e para uso em situações de cuidado intensivo, uma bomba elétrica pode ser usada para controlar a taxa à qual a injeção18 é administrada.

Você pode sentir um pouco de dor no braço onde DIPRIVAN é administrado; isto é inofensivo. Às vezes a lidocaína (um anestésico local) pode ser adicionada ao DIPRIVAN para reduzir a ocorrência ou extensão da dor.


Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.



Quais os males que este medicamento pode causar?

Podem ocorrer as seguintes reações adversas:

 - Muito comum: dor local em injeção18 intravenosa.


- Comum: queda da pressão, queda da frequência cardíaca, parada respiratória transitória

durante a indução, enjôo e vômito21 durante a fase de recuperação, dor de cabeça22 durante a fase

de recuperação, sintomas23 de abstinência em crianças e vermelhidão em crianças.


- Incomum: trombose24 e inflamação25 das veias26.


- Rara: movimentos epileptiformes, incluindo convulsões e contração dos músculos27 das costas28

Com extensão da cabeça22 e membros inferiores para trás, durante a indução, manutenção e

recuperação.


- Muito rara: lesão16 muscular, inflamação25 do pâncreas29, febre30 pós-operatória, descoloração da

urina31 após administração prolongada, reação alérgica32 (pode incluir angioedema33,

broncoespasmo34, vermelhidão e queda da pressão), desinibição sexual, edema pulmonar35,

inconsciência36 pós-operatória.


O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?

Em caso de administração de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita, você deve contatar imediatamente o médico.

É possível que a superdosagem acidental acarrete depressão cardio-respiratória. A depressão respiratória deve ser tratada através de ventilação37 artificial com oxigênio. A depressão cardiovascular requer a inclinação da cabeça22 do paciente e, se for grave, o uso de expansores plasmáticos e agentes vasopressores.

Onde e como devo guardar este medicamento?

DIPRIVAN deve ser mantido em temperatura entre 2ºC e 25ºC.

Não congelar.

Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso. DIPRIVAN 1% deve ser usado em até 6 horas após diluição. Não diluído, usar em até 12 horas.

DIPRIVAN 2% não pode ser diluído e pode ser utilizado em até 12 horas.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
2 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
3 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Difteria: Doença infecto-contagiosa que afeta as vias respiratórias superiores, caracterizada pela produção de uma falsa membrana na garganta como resultado da ação de uma toxina bacteriana. Este microorganismo é denominado Corinebacterium difteriae, e é capaz de produzir doença neurológica e cardíaca também.Atualmente, está disponível uma vacina eficiente (a tríplice ou DPT) para esta doença, que tem tornado-se rara.
7 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
8 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
9 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
10 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
11 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
12 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
13 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
14 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
15 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
16 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
17 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
18 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
19 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
20 Antebraço:
21 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
22 Cabeça:
23 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
24 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
25 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
26 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
27 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
28 Costas:
29 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
30 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5캜 e temperatura retal acima de 38캜. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
31 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
32 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
33 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
34 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
35 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
36 Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
37 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.

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