ESTUDOS CLÍNICOS HYCAMTIN

Atualizado em 25/05/2016

Câncer1 ovarianoHYCAMTIN (cloridrato de topotecano) foi estudado em duas pesquisas clínicas de 223 pacientes com carcinoma2 ovariano metastático. Todas as pacientes apresentavam recorrência3 da doença ou não foram responsivas ao esquema contendo platina. As pacientes nesses dois estudos receberam uma dose inicial de 1,5mg/m2, administrada por infusão intravenosa durante 30 minutos por 5 dias consecutivos, começando no dia 1 de um ciclo de 21 dias.

Um estudo foi randomizado4, envolvendo 112 pacientes tratadas com HYCAMTIN (1,5mg/m2/dia x 5 dias, começando no dia 1 de um ciclo de 21 dias) e 114 pacientes tratadas com paclitaxel (175mg/m2 durante 3 horas no dia 1 de um ciclo de 21 dias). Todas as pacientes tinham câncer1 ovariano recorrente após um esquema contendo platina, ou não tinham respondido a pelo menos um esquema prévio contendo platina. Às pacientes que não responderam ao tratamento do estudo, ou àquelas em que houve progressão da doença, poderia ser dado um tratamento alternativo.

Os índices de resposta, duração da resposta e tempo para progressão são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1

Eficácia de HYCAMTIN vs. Paclitaxel no câncer1 ovariano
Parâmetro  HYCAMTIN (n=112)    Paclitaxel (n=114)    

Índice de resposta completa    5%    3%    
Índice de resposta parcial    16%    11%    
Índice de resposta total    21%    14%    
Intervalo de confiança de 95%    13 a 28%    8 a 20%    
(valor de p)    (0,20)    
Duração da resposta (semanas)    n=23    n=16    
Média    25,9    21,6    
Intervalo de confiança de 95%    22,1 a 32,9    16 a 34    
Proporção de risco  (HYCAMTIN : Paclitaxel)     0,78    
(valor de p)    (0,48)    
Tempo para progressão (semanas)  Média     18,9     14,7    
Intervalo de confiança de 95%    12,1 a 23,6    11,9 a 18,3     
Proporção de risco (HYCAMTIN : Paclitaxel) (valor de p)     0,76 (0,07)    
Sobrevivência5 (semanas) Média Intervalo de confiança de 95% Proporção de risco (HYCAMTIN: Paclitaxel) (valor de p)     63                                     53  46,6 a 71,9                        42,3 a 68,7   0,97  (0,87)                                   
O cálculo6 da duração da resposta foi baseado no intervalo entre a primeira resposta e o tempo para a progressão.O tempo médio para resposta foi 7,6 semanas (faixa de 3,1 a 21,7) com HYCAMTIN, em comparação a 6 semanas (faixa de 2,4 a 18,1) com paclitaxel. Conseqüentemente, a eficácia do HYCAMTIN pode não ser atingida se as pacientes forem retiradas prematuramente do tratamento.

Na fase cruzada, 8 de 61 (13%) pacientes que receberam HYCAMTIN após paclitaxel tiveram uma resposta parcial, e 5 de 49 (10%) pacientes que receberam paclitaxel após HYCAMTIN tiveram uma resposta (duas respostas completas).

HYCAMTIN foi ativo em pacientes com câncer1 ovariano que haviam desenvolvido resistência à terapia contendo platina, definida como uma progressão do tumor7 durante, ou reincidência8 do tumor7 6 meses após, conclusão de um esquema contendo platina. Uma resposta completa e seis respostas parciais foram observadas em 60 pacientes, para um índice de resposta de 12%. No mesmo estudo, não houve responsivas completas e apenas quatro responsivas parciais na fase de paclitaxel, para um índice de resposta de 7%.  

HYCAMTIN também foi estudado em um estudo aberto não-comparativo, em 111 pacientes com câncer1 ovariano recorrente após tratamento com um esquema contendo platina ou que não tinham respondido a um esquema prévio contendo platina. O índice de resposta foi de 14% (IC 95%=7% a 20%). A duração média da resposta foi de 22 semanas (faixa: 4,6 a 41,9 semanas). O tempo para progressão foi de 11,3 semanas (faixa: 0,7 a 72,1 semanas). A média de sobrevivência5 foi de 67,9 semanas (faixa: 1,4 a 112,9 semanas).

Câncer1 de pulmão9 tipo pequenas células10
HYCAMTIN
foi estudado em 426 pacientes com câncer1 de pulmão9 tipo pequenas células10, recorrente ou progressivo, em um estudo randomizado11 comparativo e em três estudos não-comparativos.

Estudo comparativo randomizado4  
Em um estudo de fase 3 comparativo, randomizado4, 107 pacientes foram tratados com HYCAMTIN (1,5mg/m2/dia x 5 dias, iniciando no dia 1 de um ciclo de 21 dias) e 104 pacientes foram tratados com CAV (1000mg/m2 de ciclofosfamida, 45mg/m2 de doxorrubicina, 2mg de vincristina administrados seqüencialmente no dia 1 de um ciclo de 21 dias). Todos os pacientes foram considerados sensíveis à quimioterapia12 de primeira linha (responsivos, nos quais a doença progrediu subseqüentemente em 60 dias ou mais após o término do tratamento de primeira linha). Um total de 77% dos pacientes tratados com HYCAMTIN e 79% dos pacientes tratados com CAV receberam platina/etoposida, com ou sem outros agentes quimioterápicos de primeira linha.
Os índices de resposta, duração da resposta, tempo para progressão e sobrevivência5 são apresentados na Tabela 2.
Tabela 2
Eficácia de HYCAMTIN  vs. CAV em pacientes com câncer1 de pulmão9 tipo pequenas células10, sensíveis à quimioterapia12 de primeira linha

Parâmetro  HYCAMTIN (n=107)    Paclitaxel (n=104)    

Índice de resposta completa    0%    1%    
Índice de resposta parcial    24%    17%    
Índice de resposta total     24%    18%    
Diferença no total Índices de resposta    6%     
Intervalo de confiança de 95% da diferença       (-6% a 18%)    
        
Duração da resposta (semanas)    n=26    n=19    
Média    14,4    15,3    
Intervalo de confiança de 95%    13,1 a 18    13,1 a 23,1    
Proporção de risco  (HYCAMTIN: CAV)     1,42(0,73 a 2,76)    
(valor de p)    (0,30)    
Tempo para progressão (semanas)  Média     13,3     12,3    
Intervalo de confiança de 95%    11,4 a 16,4    11 a 14,1     
Proporção de risco (HYCAMTIN: CAV) (valor de p)      0,92(0,69 a 1,22) (0,55)    
Sobrevivência5 (semanas) Média Intervalo de confiança de 95% Proporção de risco (HYCAMTIN: CAV) (valor de p)     25                                     24,7  20,6 a 29,6                        21,7 a 30,3   1,04 (0,78 a 1,39)  (0,80)                                   
O cálculo6 da duração da resposta foi baseado no intervalo entre a primeira resposta e o tempo para a progressão.

O tempo de resposta foi similar com ambas as drogas: a média de HYCAMTIN foi de 6 semanas (faixa: 2,4 a 15,7) versus a média de CAV de 6 semanas (faixa: 5,1 a 18,1).
Alterações na escala de sintomas13 relacionados à doença, em pacientes que receberam HYCAMTIN ou CAV, são apresentadas na Tabela 3. Pode-se notar que nem todos os pacientes tiveram todos os sintomas13, e que nem todos responderam a todas as perguntas. Cada sintoma14 foi considerado em uma escala de quatro categorias, com uma melhora definida como uma alteração em uma categoria mantida desde o início por dois ciclos.
Limitações na interpretação da escala de valores e respostas excluem a análise estatística normal.

Tabela 3
Porcentagem de pacientes com melhora dos sintomas13*: HYCAMTIN versus CAV em pacientes com câncer1 de pulmão9 tipo pequenas células10

Sintomas13 HYCAMTIN (n=107)    CAV (n=104)    
    n**                           (%)        n**                           (%)    
Falta de ar     68                           (28)    61                            (7)    
Interferência com a atividade diária    67                           (27)    63                            (11)    
Fadiga15    70                           (23)     65                            (9)    
Rouquidão    40                           (33)     38                            (13)     
Tosse    69                           (25)    61                            (15)     
Insônia    57                           (33)     53                            (19)     
Anorexia16    56                           (32)    57                            (16)    
Dor no peito17    44                           (25)    41                            (17)    
Hemoptise18    15                           (27)    12                            (33)     
            
*Definido como melhora mantida por pelo menos dois ciclos comparados a partir do início.
**Número de pacientes com avaliação inicial e pelo menos com uma avaliação após o início.

Estudos não-comparativos
HYCAMTIN
também foi estudado em três estudos abertos, não-comparativos, em um total de 319 pacientes com câncer1 de pulmão9 tipo pequenas células10, recorrente ou progressivo após tratamento com quimioterapia12 de primeira linha. Em todos os três estudos, os pacientes foram classificados como sensíveis (responsivos, nos quais houve progressão da doença em 90 dias ou mais após o término do tratamento de primeira linha) ou refratários19 (não-responsivos à quimioterapia12 de primeira linha ou que responderam à terapia de primeira linha e, então, a doença progrediu dentro de 90 dias após completar o tratamento de primeira linha). Os índices de resposta variaram de 11% a 31% para pacientes20 sensíveis e de 2% a 7% para pacientes20 refratários19.
O tempo médio para progressão e a média de sobrevivência5 foram similares em todos os três estudos e no estudo comparativo.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
2 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
3 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
4 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
5 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
6 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
7 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
8 Reincidência: 1. Ato ou efeito de reincidir ou repetir. 2. Obstinação, insistência, teimosia.
9 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
10 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
11 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
12 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
13 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
14 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
15 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
16 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
17 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
18 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
19 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
20 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.

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