INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS PREDNISOLON

Atualizado em 28/05/2016

Com base no seu potencial de significância clínica, foram selecionadas as seguintes interações medicamentosas com corticosteróides: antiácidos1; agentes antidiabéticos (oral ou insulina2); glicosídeos digitálicos; diuréticos3; fármacos que induzem as enzimas microssomais hepáticas4, tais como: barbitúricos, fenitoína e rifampicina; suplementos de potássio; ritodrina; medicações ou alimentos contendo sódio; somatropina; vacinas de vírus5 vivos ou outras imunizações.

Convulsões foram relatadas durante o uso concomitante de metilprednisolona e ciclosporina. Visto que o uso concomitante destes agentes resulta em inibição mútua do metabolismo6, é possível que os efeitos adversos associados ao uso isolado de cada medicamento sejam mais propensos a ocorrerem.


Os fármacos que induzem as enzimas hepáticas7, tais como fenobarbital, fenitoína e rifampicina, podem aumentar o "clearance" dos corticosteróides e podem requerer aumento da dose de corticosteróide para atingir a resposta desejada.


Fármacos como troleandomicina e cetoconazol podem inibir o metabolismo6 dos corticosteróides e conseqüentemente diminuir o seu "clearance". Portanto, a dose de corticosteróide deve ser adequada para evitar toxicidade8 esteroidal.


Pode ocorrer aumento do risco de toxicidade8 com salicilatos quando da interrupção da corticoterapia. Pacientes portadores de hipoprotrombinemia devem ter cautela quando do uso concomitante de aspirina com corticosteróides.


O efeito dos corticosteróides sobre os anticoagulantes9 orais é variável. Foram observados tanto aumento como diminuição dos efeitos dos anticoagulantes9, quando administrados concomitantemente a corticosteróides. Portanto, os índices de coagulação10 devem ser monitorados para manter o efeito anticoagulante11 desejado.


Em pacientes tratados com corticosteróides sistêmicos12, o uso de relaxantes musculares não-despolarizantes pode resultar em relaxamento prolongado.


O uso concomitante de estrogênios pode diminuir o metabolismo6 dos corticosteróides, incluindo a hidrocortisona. A necessidade de corticosteróide pode ser reduzida em pacientes que utilizam estrogênios (por exemplo: medicamentos contraceptivos).


Álcool

O risco de ulceração13 gastrintestinal ou hemorragia14 é aumentado quando o álcool é utilizado concomitantemente com os glicocorticóides.


Testes laboratoriais

Os glicocorticóides podem diminuir a absorção de I131
e as concentrações de iodo ligado às proteínas15, dificultando a monitoração da resposta terapêutica16 dos pacientes recebendo medicamento para tireoidite.

Os glicocorticóides podem produzir resultados falso-negativos no teste de tetrazólio nitroazul (NBT) para infecções17 bacterianas sistêmicas. Os glicocorticóides podem suprimir as reações de testes cutâneos.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
2 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
3 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
4 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
6 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
7 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
8 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
9 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
10 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
11 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
12 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
13 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
14 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
15 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
16 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
17 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

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