FARMACOCINÉTICA LOTENSIN H

Atualizado em 25/05/2016
Absorção e concentrações plasmáticas:
Não ocorre interação farmacocinética entre as substâncias ativas de LOTENSIN H, ou seja, cloridrato de benazepril e hidroclorotiazida, e a biodisponibilidade de ambos os componentes não é afetada quando são administrados juntos. As combinações fixas dos comprimidos de LOTENSIN H são bioequivalentes à combinação dos dois fármacos administrados separadamente.
No mínimo 37% de uma dose oral de cloridrato de benazepril são absorvidos. A pró-droga é então rapidamente convertida ao metabólito1 farmacologicamente ativo, benazeprilato. Após a administração do cloridrato de benazepril com estômago2 vazio, os picos de concentração plasmática do benazepril e do benazeprilato são alcançados, respectivamente, após 30 e 60 a 90 minutos. As variações na absorção do cloridrato de benazepril e da hidroclorotiazida causadas pelo jejum são clinicamente pouco significativas.
No intervalo de dose terapêutica3, a disponibilidade sistêmica de benazepril, do benazeprilato e da hidroclorotiazida é aproximadamente proporcional à dose. Doses múltiplas não alteram a farmacocinética do cloridrato de benazepril e da hidroclorotiazida.
Distribuição:
Cerca de 95% do benazepril e do benazeprilato se ligam a proteínas4 plasmáticas humanas (principalmente a albumina5). O volume de distribuição do benazeprilato no  steady-state  é de cerca de 9 litros.
A hidroclorotiazida se acumula nos eritrócitos6. Na fase de eliminação, a concentração nos eritrócitos6 é de 3 a 9 vezes maior que no plasma7. Cerca de 40 a 70% da hidroclorotiazida se ligam a proteínas4 plasmáticas. O volume de distribuição durante a fase de eliminação terminal é estimado em 3 a 6 litros/kg (correspondendo a 210 a 420 litros para um peso corpóreo de 70 kg).
Biotransformação:
O benazepril é extensivamente metabolizado, sendo seu principal metabólito1 o benazeprilato. Outros dois metabólitos8 são os acilglicuronídeos conjugados do benazepril e do benazeprilato.
Uma pequena parte da hidroclorotiazida é metabolizada. O único metabólito1 encontrado (traços) é o 2-amino-4-cloro- m -benzenodissulfonamida.
Eliminação:
O benazepril é completamente eliminado do plasma7 após 4 horas, principalmente por biotransformação. A eliminação do benazeprilato é bifásica, com uma meia-vida inicial de cerca de 3 horas e uma       meia- vida terminal de cerca de 22 horas. A fase de eliminação terminal (de 24 horas em diante) sugere uma forte ligação do benazeprilato à enzima9 conversora de angiotensina. O benazeprilato é eliminado através dos rins10 e da bile11, sendo a excreção renal12 a principal via em pacientes com função renal12 normal. Na urina13, o benazepril corresponde a menos de 1% e o benazeprilato a cerca de 20% de uma dose oral de cloridrato de benazepril.
A eliminação da hidroclorotiazida é bifásica, com uma meia-vida inicial de cerca de 2 horas e uma meia-vida terminal (de 10 a 12 horas em diante) de cerca de 10 horas. A eliminação é praticamente exclusiva através dos rins10 em pacientes com função renal12 normal. Em média, 50 a 70% de uma dose oral são encontrados na urina13 na forma inalterada.
Populações de pacientes especiais:
Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva14:
A absorção do benazepril e sua conversão a benazeprilato não são afetadas. Porque a eliminação é levemente mais lenta, as concentrações plasmáticas do benazeprilato no  steady-state  tendem a ser maiores nesse grupo de pacientes, quando comparadas a voluntários sadios ou a pacientes hipertensos.
Pacientes idosos e pacientes com insuficiência renal15:
A farmacocinética do benazepril e do benazeprilato não é significativamente afetada pela idade e/ou insuficiência renal15 leve a moderada ( clearance  de creatinina16 de 30 a 80 mL/min).
A farmacocinética da hidroclorotiazida é alterada significativamente em tais pacientes. O  clearance  do diurético17 é significativamente reduzido, resultando em concentrações plasmáticas substancialmente aumentadas. Acredita-se que o  clearance  reduzido em idosos se deva à deterioração da função renal12. As doses efetivas de LOTENSIN H em idosos e em pacientes com insuficiência renal15 devem ser menores que as administradas a pacientes mais jovens e com função renal12 normal. LOTENSIN H é contra-indicado a pacientes com  clearance  de creatinina16 < 30 mL/min.
Pacientes com disfunção hepática18:
A cirrose19 hepática18 não altera a farmacocinética do benazeprilato e da hidroclorotiazida.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
2 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
5 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
6 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
7 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
8 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
9 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
10 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
11 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
12 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
13 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
14 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
15 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
16 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
17 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
18 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
19 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.

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