TESTES LABORATORIAIS LEVOID

Atualizado em 28/05/2016


GERAIS: O DIAGNÓSTICO1 DE HIPOTIREOIDISMO2 É CONFIRMADO, MEDINDO-SE OS NÍVEIS DE TSH, USANDO-SE UM TESTE DE ALTA SENSIBILIDADE (SENSIBILIDADE DO TESTE DE SEGUNDA GERAÇÃO ≤ 0,1 MIU/L OU SENSIBILIDADE DO TESTE DE TERCEIRA GERAÇÃO ≤ 0,01 MIU/L) E OS NÍVEIS DE T4 LIVRE.

A ADEQUAÇÃO DA TERAPIA É DETERMINADA PELA AVALIAÇÃO PERIÓDICA DETESTES LABORATORIAIS APROPRIADOS E PELA AVALIAÇÃO CLÍNICA. A ESCOLHA DOS TESTES LABORATORIAIS DEPENDE DE VÁRIOS FATORES, INCLUINDO A ETIOLOGIA3 DA DOENÇA TIREOIDIANA SUBJACENTE, A PRESENÇA DE SITUAÇÕES MÉDICAS CONCOMITANTES COMO GRAVIDEZ4 E O USO DE MEDICAÇÕES SIMULTÂNEAS.

A EVIDÊNCIA CLÍNICA E LABORATORIAL PERSISTENTE DE HIPOTIREOIDISMO2, APESAR DE UMA DOSE DE REPOSIÇÃO DE LEVOID APARENTEMENTE ADEQUADA, PODE SER UMA INDICAÇÃO DE ABSORÇÃO INADEQUADA, POUCA ADERÊNCIA,

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS OU POTÊNCIA DIMINUÍDA DE T4 DO MEDICAMENTO.

ADULTOS: EM PACIENTES ADULTOS COM HIPOTIREOIDISMO2 PRIMÁRIO (TIREOIDAL), OS NÍVEIS SÉRICOS DE TSH (USANDO UM TESTE SENSÍVEL) ISOLADOS PODEM SER UTILIZADOS PARA MONITORAR A TERAPIA. A FREQÜÊNCIA DA MONITORAÇÃO DO TSH DURANTE A TITULAÇÃO DA DOSE DE LEVOTIROXINA5 DEPENDE DA SITUAÇÃO CLÍNICA, PORÉM É GERALMENTE RECOMENDADA EM INTERVALOS DE 6-8 SEMANAS ATÉ A NORMALIZAÇÃO.

PARA PACIENTES6 QUE TENHAM RECENTEMENTE INICIADO A TERAPIA COM LEVOTIROXINA5 E CUJO TSH SÉRICO TENHA-SE NORMALIZADO OU EM PACIENTES QUE TENHAM TIDO SUA DOSAGEM OU TIPO DE LEVOTIROXINA5 ALTERADA, A CONCENTRAÇÃO SÉRICA DE TSH DEVE SER MEDIDA APÓS 8-12 SEMANAS. QUANDO A DOSE DE REPOSIÇÃO ÓTIMA TIVER SIDO ATINGIDA, A MONITORAÇÃO CLÍNICA (EXAME FÍSICO) E BIOQUÍMICA PODE SER REALIZADA A CADA 6-12 MESES, DEPENDENDO DA SITUAÇÃO CLÍNICA.

PEDIATRIA: EM PACIENTES COM HIPOTIREOIDISMO2 CONGÊNITO7, A ADEQUAÇÃO DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO DEVE SER AVALIADA, MEDINDO-SE TANTO O TSH SÉRICO (USANDO UM TESTE SENSÍVEL) COMO O T4 LIVRE OU TOTAL. DURANTE OS TRÊS PRIMEIROS ANOS DE VIDA, O T4 SÉRICO LIVRE OUTOTAL DEVE SERMANTIDO, EMTODOS OS PERÍODOS, EM UM LIMITE SUPERIOR À METADE DA CONCENTRAÇÃO NORMAL. EMBORA O OBJETIVO DA TERAPIA SEJA, TAMBÉM, NORMALIZAR O NÍVEL SÉRICO DOTSH, ISTO NÃO É SEMPRE POSSÍVEL EM UMA PEQUENA PORCENTAGEM DE PACIENTES, PARTICULARMENTE NOS PRIMEIROS MESES DETERAPIA, SENDO QUE OTSH PODE NÃO NORMALIZAR DEVIDO A UM REESTABELECIMENTO DO LIMIAR DO “FEEDBACK” TIREOIDIANO-PITUITÁRIO COMO UM RESULTADO DO HIPOTIREOIDISMO2 “INTRA-ÚTERO”.

FALHA DOT4 SÉRICO AO AUMENTAR O LIMITE ACIMA DA METADE DA CONCENTRAÇÃO NORMAL, DENTRO DE 2 SEMANAS DO INÍCIO DA TERAPIA COM LEVOID E/OU DO TSH SÉRICO AO DIMINUIR ABAIXO DE 20 MU/L DENTRO DE 4 SEMANAS, DEVE ALERTAR O MÉDICO PARA A POSSIBILIDADE DE QUE A CRIANÇA NÃO ESTÁ RECEBENDO TERAPIA ADEQUADA, DEVENDO UMA AVERIGUAÇÃO CAUTELOSA, ENTÃO, REALIZADA QUANTO À ADERÊNCIA, DOSE DA MEDICAÇÃO ADMINISTRADA E MÉTODO DE ADMINISTRAÇÃO ANTES DE AUMENTAR A DOSE DE LEVOID.

A FREQUÊNCIA RECOMENDADA DE MONITORAÇÃO DE TSH E T4 LIVRE OU TOTAL EM CRIANÇAS É COMO SE SEGUE: EM 2 E 4 SEMANAS APÓS O INÍCIO DO TRATAMENTO; A CADA 1-2 MESES DURANTE O PRIMEIRO ANO DE VIDA; A CADA 2-3 MESES ENTRE 1 E 3 ANOS DE IDADE E A CADA 3 A 12 MESES DEPOIS DISSO, ATÉ O CRESCIMENTO SER COMPLETADO. OS INTERVALOS MAIS FREQUENTES DE MONITORAÇÃO PODEM SER NECESSÁRIOS SE FOR SUSPEITA POUCA ADERÊNCIA OU SE VALORES ANORMAIS FOREM OBTIDOS. É RECOMENDADO QUE OS NÍVEIS DE TSH E T4 E UM EXAME FÍSICO, SE INDICADOS, SEJAM REALIZADOS 2 SEMANAS APÓS QUALQUER ALTERAÇÃO NA DOSAGEM DE LEVOID.EXAME CLÍNICO DE ROTINA, INCLUINDO AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO FÍSICO, DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E MATURAÇÃO ÓSSEA, DEVE SER REALIZADO EM INTERVALOS REGULARES (VIDE ITEM “POSOLOGIA”).

HIPOTIREOIDISMO2 SECUNDÁRIO (PITUITÁRIO) E TERCIÁRIO (HIPOTALÂMICO):

A ADEQUAÇÃO DA TERAPIA DEVE SER AVALIADA, MEDINDO-SE OS NÍVEIS SÉRICOS DE T4 LIVRE, QUE DEVEM SER MANTIDOS EM UM LIMITE SUPERIOR À METADE DA CONCENTRAÇÃO NORMAL NESTES PACIENTES.

CARCINOGÊNESE, MUTAGÊNESE E DANO DA FERTILIDADE:

ESTUDOS COM ANIMAIS FORAM REALIZADOS PARA AVALIAR OS POTENCIAIS CARCINOGÊNICO E MUTAGÊNICO OU OS EFEITOS DA LEVOTIROXINA5 SOBRE A FERTILIDADE.OT4 SINTÉTICO NO LEVOID É IDÊNTICO ÀQUELE PRODUZIDO NATURALMENTE PELA GLÂNDULA8 TIREOIDIANA HUMANA. EMBORA TENHA HAVIDO UMA ASSOCIAÇÃO RELATADA ENTRE TERAPIA HORMONAL PROLONGADA DA TIREOIDE9 E CÂNCER10 DE MAMA11, ISTO NÃO FOI CONFIRMADO. PACIENTES RECEBENDO LEVOID PARA INDICAÇÕES CLÍNICAS APROPRIADAS, DEVEM SER TITULADOS À UMA DOSE DE REPOSIÇÃO EFICAZ MAIS BAIXA.

GRAVIDEZ4 E LACTAÇÃO12

A LEVOTIROXINA5 ATRAVESSA A BARREIRA PLACENTÁRIA EM QUANTIDADE LIMITADA, MAS SEU USO NA PRÁTICA MÉDICA NÃO MOSTROU EFEITOS ADVERSOS NO FETO13. ASSIM, O TRATAMENTO COM LEVOID NÃO PRECISA SER MODIFICADO DURANTE A GRAVIDEZ4, POIS NÃO OFERECE RISCO PARA O FETO13.

O HIPOTIREOIDISMO2 DURANTE A GRAVIDEZ4 ESTÁ ASSOCIADO COM UM ÍNDICE MAIOR DE COMPLICAÇÕES, INCLUINDO ABORTO ESPONTÂNEO, PRÉ-ECLAMPSIA14, NATIMORTO E PARTOS PREMATUROS.

O HIPOTIREOIDISMO2 MATERNAL PODE TER UM EFEITO ADVERSO SOBRE O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL E INFANTIL.

A QUANTIDADE DE LEVOTIROXINA5 EXCRETADA PELO LEITE MATERNO É MÍNIMA E NÃO ESTÁ ASSOCIADA A NENHUM EFEITO COLATERAL15 OU POTENCIAL TUMOROGÊNICO. QUANTIDADES ADEQUADAS DE LEVOTIROXINA5 SÃO NECESSÁRIAS PARA MANTER A LACTAÇÃO12 NORMAL.

CATEGORIA DE RISCO DE GRAVIDEZ4 A: ESTE MEDICAMENTO PODE SER UTILIZADO DURANTE A GRAVIDEZ4 DESDE QUE SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA OU DO CIRURGIÃO-DENTISTA.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
3 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Levotiroxina: Levotiroxina sódica ou L-tiroxina (T4) é um hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina (T4) pela glândula tireoide.
6 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
7 Congênito: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
8 Glândula: Estrutura do organismo especializada na produção de substâncias que podem ser lançadas na corrente sangüínea (glândulas endócrinas) ou em uma superfície mucosa ou cutânea (glândulas exócrinas). A saliva, o suor, o muco, são exemplos de produtos de glândulas exócrinas. Os hormônios da tireóide, a insulina e os estrógenos são de secreção endócrina.
9 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
12 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
13 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
14 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
15 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.

Tem alguma dúvida sobre TESTES LABORATORIAIS LEVOID?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.