USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO LEVOID

Atualizado em 28/05/2016

Devido à prevalência1 aumentada de doença cardiovascular entre os idosos, a terapia com levotiroxina2 não deve ser iniciada com doses de reposição plenas. Em pacientes cardiopatas e/ou idosos, a terapia com LEVOID deve ser iniciada com doses baixas, por exemplo, 25-50 mcg de levotiroxina2. Nesses pacientes, deve ser realizada uma monitoração rigorosa da terapêutica3 com levotiroxina2. (vide item “POSOLOGIA”)

O objetivo do tratamento em pacientes pediátricos com hipotireoidismo4 é atingir e manter o crescimento físico e o desenvolvimento intelectual normais. A dose inicial de levotiroxina2 varia com a idade e peso corpóreo (vide item “POSOLOGIA”). Ajustes nas dosagens são baseados na avaliação dos parâmetros clínicos e laboratoriais individuais do paciente. Em crianças nas quais um diagnóstico5 de hipotireoidismo4 permanente não tenha sido estabelecido, é recomendado que a administração de levotiroxina2 seja descontinuada por um período-teste de 30 dias, mas somente após a criança ter no mínimo 3 anos de idade. Os níveis séricos de T4 e TSH devem ser, então, obtidos. Se o T4 for baixo e TSH alto, o diagnóstico5 de hipotireoidismo4 permanente é estabelecido e a terapia com levotiroxina2 deve ser reinstituída.

Se os níveis de T4 e TSH forem normais, eutireoidismo pode ser suposto e, portanto, o hipotireoidismo4 pode ser considerado ter sido transitório. Neste caso, entretanto, o médico deve cuidadosamente monitorar a criança e repetir os testes de função da tireoide6, se quaisquer sinais7 ou sintomas8 de hipotireoidismo4 se desenvolverem.

Neste cenário, o médico deve ter um alto índice de suspeita de relapso. Se os resultados do teste de retirada da levotiroxina2 não forem conclusivos, acompanhamento cauteloso e teste subseqüente serão necessários. Uma vez que crianças mais severamente afetadas, podem se tornar clinicamente hipotireoidianas quando o tratamento for descontinuado por 30 dias, um caminho alternativo é reduzir a dose de reposição da levotiroxina2 pela metade durante o período-teste de 30 dias. Se, após 30 dias, o TSH sérico estiver elevado acima de 20 mU/l, o diagnóstico5 de hipotireoidismo4 permanente é confirmado e a terapia plena de reposição deve ser recomeçada. Contudo, se o TSH sérico não tiver aumentado mais que 20 mU/l, o tratamento com levotiroxina2 deve ser descontinuado por um outro período-teste de 30 dias seguido pela repetição do teste de T4 e TSH. A presença de condições médicas concomitantes devem ser consideradas em certas circunstâncias clínicas e, se presentes, tratadas apropriadamente.

No caso de hipotireoidismo4 congênito9, recuperação rápida das concentrações séricas normais de T4 é essencial para prevenir os efeitos adversos desta doença sobre o desenvolvimento intelectual bem como sobre o crescimento e maturação física total. Portanto, a terapia com LEVOID deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico5 e é geralmente continuado por toda a vida. Durante as primeiras 2 semanas de terapia com LEVOID, neonatos10 devem ser rigorosamente monitorados devido à sobrecarga cardíaca, arritmias11 e aspiração do lactente12 ávido. O paciente deve ser monitorado rigorosamente para evitar subtratamento ou supertratamento.O subtratamento pode ter efeitos deletérios sobre o desenvolvimento intelectual e crescimento linear. O supertratamento foi associado com craniosinostose em neonatos10 e pode afetar adversamente o tempo da maturação cerebral e acelerar a idade óssea com consequente fechamento prematuro das epífises13 e estatura adulta comprometida. No caso de hipotireoidismo4 adquirido em pacientes pediátricos, o paciente deve ser monitorado rigorosamente para evitar subtratamento e supertratamento. O subtratamento pode resultar baixo desempenho escolar devido à concentração prejudicada e atividade mental lenta e em altura adulta reduzida. O supertratamento pode acelerar a idade óssea e resultar em fechamento epifisário prematuro e estatura adulta comprometida. As crianças tratadas podem manifestar um período de parada do crescimento, que pode ser adequada em alguns casos para normalizar a altura adulta. Em crianças com hipotireoidismo4 severo ou prolongado, a parada do crescimento pode não ser adequada para normalizar a altura adulta.

A utilização da levotiroxina2 pode modificar o equilíbrio glicêmico do diabético, levando à necessidade de um aumento da posologia do hipoglicemiante14.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
2 Levotiroxina: Levotiroxina sódica ou L-tiroxina (T4) é um hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina (T4) pela glândula tireoide.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
6 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
7 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Congênito: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
10 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
11 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
12 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
13 Epífises: Extremidade dilatada dos ossos longos, separada da parte média pelo disco epifisário (até o crescimento ósseo cessar). Neste período, o disco desaparece e a extremidade se une à parte média do osso.
14 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.

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