INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS TOLREST

Atualizado em 25/05/2016

Efeitos potenciais do uso concomitante de drogas fortemente ligadas às proteínas1 plasmáticas: devido à Sertralina se ligar fortemente às proteínas1 plasmáticas, a administração de Sertralina a um paciente tomando outras drogas que sejam fortemente ligadas às proteínas1 (por exemplo warfarina, digitoxina) pode causar uma modificação nas concentrações do plasma2, resultando potencialmente em um efeito adverso. Inversamente, os efeitos adversos podem resultar do deslocamento da proteína ligada à Sertralina por outra droga mais fortemente ligada.

Em um estudo comparando o tempo de protrombina3 AUC (0-120 h) após dose de warfarina de 0,75 mg/Kg, antes e depois de 21 dias de tratamento com Sertralina 50 - 200 mg/dia ou placebo4, houve um aumento médio no tempo de protrombina3 de 8% referente aos valores basais iniciais do grupo Sertralina comparados a uma diminuição de 1% com o grupo placebo4 (p < 0,02). A normalização do tempo de protrombina3 para o grupo de pacientes tratados com Sertralina foi retardada em comparação ao grupo tratado com placebo4. O significado clínico desta alteração não é conhecido. Portanto, o tempo de protrombina3 deve ser cuidadosamente monitorizado quando a terapia com Sertralina é iniciada ou interrompida.

Drogas ativas no SNC5: Em um estudo comparando a distribuição de diazepam administrado intravenosamente antes e após 21 dias de uso de Sertralina (50 a 200 mg/dia em dose escalonada) ou placebo4, houve uma diminuição de 32% relativa aos valores basais iniciais do clearance do diazepam para o grupo de pacientes usando Sertralina, comparada a uma diminuição de 19% relativa aos valores basais iniciais para o grupo de pacientes usando placebo4 (p < 0,03). Houve um aumento de 23% no Tmáx para a desmetildiazepam no grupo de pacientes tratados com Sertralina comparados com um decréscimo de 20% no grupo tratado com placebo4 (p < 0,03). O significado clínico destas alterações não é conhecido.

Em um ensaio placebo4 controlado em voluntários normais, a administração de duas doses de Sertralina não alterou significativamente a estabilidade dos níveis de lítio ou do clearance renal6 de lítio.

Todavia, é recomendado que os níveis plasmáticos de lítio sejam monitorizados após o início da terapia com Sertralina com os ajustes necessários às doses de lítio.

O risco do uso de Sertralina em combinação com outras drogas ativas no SNC5 não tem sido sistematicamente avaliado. Conseqüentemente, deve-se tomar cuidado na administração concomitante de Sertralina com tais drogas.

Drogas hipoglicemiantes7: em um estudo placebo4 controlado em voluntários normais, aadministração de Sertralina por 22 dias (incluindo 200 mg/dia para os 13 dias finais) causou uma diminuição estatisticamente significante (16%) nos valores basais iniciais do clearance de tolbutamida após uma dose intravenosa de 1000 mg. A administração de Sertralina não causou nenhuma alteração na ligação às proteínas1 plasmáticas ou no volume aparente de distribuição de tolbutamida, sugerindo que a diminuição no clearance de tolbutamida foi devido a alterações no metabolismo8 da droga. O significado clínico dessa diminuição é desconhecido.

Atenolol: Sertralina (100 mg), quando administrada a 10 indivíduos saudáveis do sexo masculino, não teve efeito na atividade beta-bloqueadora do atenolol.

Indução de enzima9 microssomal: estudos pré-clínicos têm demonstrado que Sertralina induz enzimas microssomais hepáticas10. Em estudos clínicos, Sertralina demonstrou induzir minimamente enzimas hepáticas11 devido a um pequeno (5%) mas estatisticamente significante decréscimo na meia-vida da antipirina após administração de 200 mg/dia por 21 dias. Esta pequena alteração na meia-vida da antipirina reflete uma alteração clinicamente insignificante no metabolismo8 hepático.

Terapia eletroconvulsivante: não existem estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de terapia eletroconvulsivante e Sertralina.

Álcool: embora não tenha potencializado os efeitos psicomotores e cognitivos12 do álcool em experiências com indivíduos normais, o uso concomitante de Sertralina e álcool em pacientes com depressão não é recomendado.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
2 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
3 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
4 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
5 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Hipoglicemiantes: Medicamentos que contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
8 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
9 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
10 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
11 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
12 Cognitivos: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.

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