ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES PIOGLIT

Atualizado em 28/05/2016

Insuficiência cardíaca congestiva1: em certos pacientes, as tiazolidinedionas, grupo a qual pertence o PIOGLIT é responsável por causar ou acentuar a insuficiência cardíaca congestiva1. Após o início do medicamento e do aumento das doses, os pacientes que apresentaram sinais2 e sintomas3 de insuficiência cardíaca4 (incluindo excessivo e rápido ganho de peso, dispnéia5 e/ou edema6) foram observados com atenção. A insuficiência cardíaca4 deverá ser mantida sob controle conforme os cuidados padrão caso esses sinais2 e sintomas3 sejam observados. Em adição a isso, a hipótese de descontinuar ou reduzir a dose de PIOGLIT deverá ser considerada.

O uso de PIOGLIT em pacientes com sintomas3 de insuficiência cardíaca4 não é recomendado. O início de cloridrato de pioglitazona em pacientes que apresentam insuficiência cardíaca4 estabelecidos nas Classes III ou IV do New York Heart Association (NYHA) é contraindicado (ver item Contraindicações).

Diabetes tipo 27 e insuficiência cardíaca congestiva1 (disfunção sistólica):

Estudos de segurança de 24 semanas pós-comercialização comparando cloridrato de pioglitazona (n=262) a glibenclamida (n=256) foram realizados em pacientes que apresentavam diabetes8 não controlada (média HbA1c9 8,8%), com insuficiência cardíaca4 Classes II e III do NYHA e fração de ejeção inferior a 40% (média FE 30% no inicio do estudo).

Durante a realização do estudo, foi observado que ocorreu hospitalização devido à insuficiência cardíaca congestiva1 em 9,9% do pacientes tratados com cloridrato de pioglitazona e em 4,7% dos pacientes tratados com glibenclamida com diferença no tratamento observado por 6 semanas. Este evento adverso relacionado a cloridrato de pioglitazona foi observado em grande parte em pacientes que fizeram uso de insulina10 no começo do estudo e em pacientes com idade superior a 64 anos de idade. Entre os grupos de tratamento, a mortalidade11 cardiovascular não sofreu alteração.

Para pacientes12 que possuem diabetes tipo 27 e insuficiência cardíaca4 sistólica, deve-se iniciar o tratamento com PIOGLIT com a menor dose aprovada. Caso seja necessário um aumento subsequente da dose, deve-se aumentá-la gradativamente somente em alguns meses de tratamento, com acompanhamento rigoroso para o aumento de peso, edema6 ou sinais2 e sintomas3 de piora do quadro de insuficiência cardíaca congestiva1 (ICC).

Geral: o efeito hipoglicêmico de cloridrato de pioglitazona é exercido somente quando a insulina10 está presente. Em virtude a este fato, o cloridrato de pioglitazona é contraindicado para uso por pacientes que apresentam diabetes tipo 113 ou para o tratamento de cetoacidose diabética14.

Hipoglicemia15: existe a possibilidade de ocorrer hipoglicemia15 em pacientes que fazem uso de cloridrato de pioglitazona em associação com insulina10 ou outros medicamentos hipoglicemiantes orais16. Nestes casos, a redução do outro agente hipoglicemiante17 pode ser tornar necessária.

Ovulação18: a terapia com tiazolidinedionas (entre elas a pioglitazona) em pacientes que se encontram em período anovulatório pré-menopausa19 por resistência à insulina20 pode ocasionar um reinício da ovulação18. Em virtude da melhora da sensibilidade insulínica, estas pacientes devem utilizar métodos contraceptivos adequados, pois podem correr o risco de engravidar.

Hematológicas: diminuição nos níveis de hemoglobina21 e hematócrito22 podem ocorrem em virtude da pioglitazona. Em todos os estudos clínicos realizados, observou-se que os níveis médios de hemoglobina21 diminuíram aproximadamente 2 a 4% nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona.

Estas alterações foram observadas inicialmente dentro das primeiras 4 a 12 semanas de tratamento e se mantiveram relativamente constantes. A elevação do volume plasmático pode ser responsável por estas alterações, sendo que estas não foram relacionadas com nenhum efeito hematológico clinicamente relevante (ver Reações adversas).

Edema6: pacientes que apresentam edema6 devem utilizar pioglitazona com cautela. O aparecimento de edema6 foi observado em todos os estudos americanos com maior frequência nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona em comparação com o pacientes que receberam placebo23 e considera-se ser dose-dependente (ver Reações adversas).

O início ou piora do edema6 foi relatado no período de pós-comercialização. Pacientes com risco de insuficiência cardíaca4 devem utilizar pioglitazona com cuidado uma vez que as tiazolidinedionas, entre elas a pioglitazona, podem reter líquidos que consequentemente podem levar ao agravo ou a condução de insuficiência cardíaca congestiva1. Devido aos sinais2 e sintomas3 de insuficiência cardíaca4, os pacientes devem ser observados.

Edema macular24: no período pós-comercialização, pacientes diabéticos que utilizaram pioglitazona ou outro medicamento pertencente ao grupo das tiazolidinedionas, relataram edema macular24. Visão25 borrada ou redução da acuidade visual26 também foram relatadas por alguns pacientes, entretanto alguns deles parecem ter recebido esse diagnóstico27 no exame oftalmológico de rotina. O edema6 periférico também foi relatado por alguns pacientes no momento do diagnóstico27 do edema macular24. Após a descontinuação do medicamento pertencente ao grupo das tiazolidinedionas, alguns pacientes apresentaram uma melhora do edema macular24. Não se sabe se realmente existe uma relação causal entre pioglitazona e edema macular24. Pacientes que possuem diabetes8 devem realizar exames oftalmológicos periodicamente. Em adição a isso, caso o paciente diabético apresente algum tipo de sintoma28 visual ele deverá procurar imediatamente o médico oftalmologista29, mesmo que esteja apresentando outros sintomas3 físicos ou caso esteja ingerindo algum outro medicamento (ver Reações adversas).

Insuficiência cardíaca4 e outros eventos cardíacos: em estudos clínicos americanos placebo23-controlado, que não incluíram pacientes em classes III e IV da New York Heart

Association (NYHA), a incidência30 de eventos adversos cardíacos graves ligados ao aumento do volume não foi maior nos pacientes que receberam pioglitazona isoladamente ou em associação com sulfoniluréia ou metformina31 quando comparado aos pacientes que receberam placebo23. Nos estudos que utilizaram insulina10 associada, um grupo reduzido de pacientes que possuíam antecedentes pessoais de doença cardíaca pré-existente apresentou insuficiência cardíaca congestiva1 quando recebeu pioglitazona associada com insulina10. Nos estudos clínicos envolvendo a pioglitazona, os pacientes em classes III e IV da NYHA não foram avaliados. Sendo assim, o uso de PIOGLIT para esses pacientes é contraindicado. Durante a pós-comercialização de pioglitazona, casos de insuficiência cardíaca congestiva1 foram observados em pacientes com e sem doença cardíaca previamente conhecida.

Assim como as outras tiazolidinedionas, PIOGLIT pode provocar retenção de líquido quando utilizado isoladamente ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos, incluindo a insulina10. Esta retenção de líquido pode provocar a piora da insuficiência cardíaca4.

A insuficiência cardíaca4 deve ser mantida sob controle conforme os padrões de cuidados atuais caso estes sinais2 e sintomas3 progredirem. Em adição a isso, a hipótese de descontinuação ou diminuição da dose de PIOGLIT deve ser avaliada.

Este medicamento não é recomendado para uso em pacientes com insuficiência cardíaca4 classes III e IV da NYHA, pois os mesmos não foram avaliados durante a pré-aprovação clínica do estudo (ver item Contraindicações).

Caso cloridrato de pioglitazona provoque a deterioração do estado cardíaco, seu uso deve ser interrompido.

Estudo prospectivo32 de pioglitazona em eventos (PROactive Study): foi realizado um estudo prospectivo32 de pioglitazona em eventos com 5.238 pacientes com diabetes tipo 27 e que possuíam histórico de doença macrovascular33. Deste universo de pacientes, 2.605 indivíduos receberam cloridrato de pioglitazona com doses de até 45 mg uma vez ao dia e 2.633 indivíduos receberam placebo23 (ver Reações adversas). Os pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona apresentaram mais casos de eventos sérios de insuficiência cardíaca4 (5,7%, n=149) quando comparado com os pacientes que receberam placebo23 (4,1%, n=108). Nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona, a incidência30 de morte subsequente ao relatório de insuficiência cardíaca4 séria foi maior do que nos pacientes que receberam placebo23: os pacientes que receberam pioglitazona apresentaram uma incidência30 de 1,5% (n=40) enquanto que para o pacientes que receberam placebo23, a incidência30 foi de 1,4% (n=37). Quando os pacientes foram submetidos a esquemas terapêuticos com insulina10 desde o começo da terapia, a incidência30 de insuficiência cardíaca4 séria observada foi de 6,3% (n=54/864) com cloridrato de pioglitazona e 5,2% (n =47/896) com placebo23. Para os pacientes que receberam sulfoniluréia desde o começo do estudo, a incidência30 observada de insuficiência cardíaca4 séria foi de 5,8% (n=94/1624) nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona e 4,4% (n=71/1626) nos pacientes que receberam placebo23).

Em outro estudo clínico realizado, americano, duplo-cego, placebo23-controlado, com 16 semanas de duração e envolvendo 566 pacientes que possuíam diabetes tipo 27, foram comparadas a terapia com pioglitazona nas doses de 15 mg e 30 mg, associadas com insulina10 e a terapia com insulina10 isoladamente. Este estudo abrangeu pacientes que apresentavam diabetes8 de longa duração e alta prevalência34 de condições médicas pré-existentes como: hipertensão arterial35 (57,2%), neuropatia periférica36 (22,6%), doença coronariana37 (19,6%), retinopatia (13,1%), infarto do miocárdio38 (8,8%), doença vascular39 (6,4%), angina40 pectoris (4,4%), acidente vascular cerebral41 e/ou ataque isquêmico42 transitório (4,1%) e insuficiência cardíaca congestiva1 (2,3%).

Dos pacientes que receberam pioglitazona, 2 dos 191 pacientes que foram tratados com pioglitazona 15 mg mais insulina10 (1,1%) e 2 dos 188 pacientes que foram tratados com pioglitazona 30 mg mais insulina10 (1,1%), apresentaram insuficiência cardíaca congestiva1 quando comparado com nenhum dos pacientes (n=187) que receberam insulina10 isoladamente. Os 4 pacientes nos quais foram observados insuficiência cardíaca congestiva1, possuíam antecedentes pessoais de condições cardiovasculares incluindo doença coronariana37, procedimentos anteriores de revascularização miocárdica e infarto do miocárdio38.

Foi observado em um estudo de 24 semanas de duração e dose-controlado que 0,3% dos pacientes (1/345) que receberam pioglitazona 30 mg mais insulina10 e 0,9% (3/345) dos pacientes que receberam pioglitazona 45 mg mais insulina10 apresentaram insuficiência cardíaca congestiva1 como evento adverso sério. Após a análise dos dados do estudo, não foram observados fatores específicos de previsão de risco aumentado de insuficiência cardíaca congestiva1 na terapia associada com insulina10.

Aumento de peso: um aumento de peso ligado à dose com pioglitazona isolada ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos orais43 foi observado. Não se sabe ao certo o mecanismo que envolve o aumento de peso, mas provavelmente está relacionado à combinação de retenção de líquidos e acúmulo de gordura44.

Efeitos hepáticos: a troglitazona, um outro medicamento pertencente ao grupo das tiazolidineodionas, foi relacionado com hepatotoxicidade45 idiossincrática e casos raríssimos de insuficiência hepática46, transplante de fígado47 e morte foram relatados durante a uso pós-comercialização. Em estudos clínicos controlados de pré-comercialização onde foram considerados pacientes com diabetes tipo 27, a troglitazona foi relacionada mais comumente com aumentos relevantes de enzimas hepáticas48 (ALT - alanina-aminotransferase > 3 vezes o limite superior de normalidade) quando comparado com o placebo23, casos raríssimos de icterícia49 reversível também foram observados.

Estudos clínicos realizados em todo o mundo, totalizaram mais de 4500 indivíduos que receberam cloridrato de pioglitazona. Nos estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, mais de 2500 pacientes que apresentavam diabetes tipo 27 foram tradados com cloridrato de pioglitazona. Não foi observada nenhuma evidência de hepatotoxicidade45 provocada pelo fármaco50 ou aumento dos níveis de ALT. Através de estudos clínicos placebo23-controlados realizados nos Estados Unidos, observou-se que 0,26% (4/1526) dos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona e 0,25% (2/793) dos pacientes que receberam placebo23 apresentaram valores de ALT maiores ou iguais a 3 vezes o limite superior da normalidade. Esse aumento de ALT nos pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona foi reversível e não foi atribuída ao tratamento com pioglitazona. Mesmo os dados clínicos não indicando nenhuma evidência de hepatotoxicidade45 ou aumento da ALT provocadas pela pioglitazona, a mesma está associada estruturalmente à troglitazona, a qual tem rido relacionada à hepatotoxicidade45 idiossincrática e casos raros de insuficiência hepática46, transplante de fígado47 e morte. É recomendado que os pacientes que recebem cloridrato de pioglitazona sejam avaliados periodicamente quanto às enzimas hepáticas48 até que informações adicionais mais amplas referentes à segurança da pioglitazona provenientes de estudos clínicos controlados de longa duração e de farmacovigilância pós-comercialização estejam disponíveis.

Os pacientes devem ser avaliados antes do começo da terapia com cloridrato de pioglitazona quanto aos níveis de ALT e depois a cada bimestre durante o primeiro ano do tratamento e periodicamente após isto. Caso ocorra sintomas3 indicativos de disfunção hepática51 como por exemplo náuseas52, vômitos53, dor abdominal, fadiga54, anorexia55 e urina56 escura, devem ser realizados testes para avaliação da função do fígado47. A decisão de se manter a terapia com cloridrato de pioglitazona deve ser baseada na avaliação clínica dependendo dos exames laboratoriais. O tratamento deverá ser descontinuado em caso de icterícia49. Caso o paciente apresente evidência clínica de doença hepática51 ativa ou índices de ALT superior a 2,5 vezes o limite da normalidade, não deve ser iniciada a terapia com cloridrato de pioglitazona. Pacientes que apresentam enzimas hepáticas48 moderadamente altas (índices de ALT entre 1 e 2,5 vezes o limite superior da normalidade) antes do começo ou a qualquer momento durante a terapia com cloridrato de pioglitazona, devem ser avaliados para que a causa deste aumento seja determinada. A iniciação ou a manutenção da terapia com cloridrato de pioglitazona em pacientes que apresentam enzimas hepáticas48 elevadas moderadamente, devem ser realizadas com cuidado e devem ter um acompanhamento clínico adequado que pode incluir uma avaliação mais frequente das enzimas do fígado47. Caso os índices de ALT estiverem iguais ou 2,5 vezes maiores do que o limite superior da normalidade, devem ser realizados testes para avaliação da função do fígado47 com mais frequência até que os seus índices voltem ao valor normal ou valor de pré-tratamento. Caso os índices de ALT sejam superiores a 3 vezes o limite superior da normalidade, o exame deverá ser realizado novamente o quanto antes. Se os índices de ALT mantiverem-se 3 vezes acima da normalidade ou se o paciente apresentar icterícia49, a terapia com cloridrato de pioglitazona deve ser interrompida. Dados para a avaliação da segurança da pioglitazona em pacientes que apresentaram disfunção ou anormalidades hepáticas57 ou icterícia49 durante a utilização de troglitazona são inexistentes. O uso de pioglitazona em pacientes que apresentaram icterícia49 durante a utilização de troglitazona é contraindicado. No caso de alteração da terapia medicamentosa de troglitazona para pioglitazona em pacientes com níveis normais de enzima58 hepáticas57, é indicado um intervalo de 1 semana antes do início do tratamento com pioglitazona.

Fraturas: em um estudo randomizado59 (PROactive) realizado com pacientes que apresentavam diabetes tipo 27 (duração média do diabetes8 - 9,5 anos), foi observado um aumento da incidência30 de fratura60 óssea em pacientes do sexo feminino que utilizaram cloridrato de pioglitazona. Durante um tempo de acompanhamento médio de 34,5 meses, a incidência30 de fratura60 em osso em pacientes do sexo feminino que receberam cloridrato de pioglitazona foi 5,1% (44/870) contra 2,5% (23/905) das pacientes que receberam placebo23. Esta diferença foi observada após o primeiro ano de terapia e mantida durante o período do estudo. Grande parte das fraturas observadas nas pacientes era não vertebral incluindo membro inferior e superior distal61. Não foi notado nenhum aumento dos índices de fraturas em pacientes do sexo masculino na terapia com cloridrato de pioglitazona 1,7% (30/1735) versus placebo23 2,1% (37/1728). O risco de ocorrerem fraturas deve ser incluído nos cuidados com os pacientes, principalmente em pacientes do sexo feminino que recebem cloridrato de pioglitazona e a avaliação e manutenção da saúde62 óssea deve ser tratado com atenção conforme os padrões de cuidados atuais.

Exames laboratoriais: com o objetivo de monitorar o controle da glicemia63 e a resposta da terapia com cloridrato de pioglitazona, devem ser realizados exames periódicos das medidas de glicemia de jejum64 e hemoglobina glicosilada65. É recomendada a monitoração das enzimas do fígado47 em todos os pacientes antes do início da terapia com pioglitazona e depois, em intervalos periódicos (ver Advertências e precauções e Reações adversas).

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade: para avaliação da carcinogenicidade, foi realizado um estudo de dois anos em ratos de ambos os sexos com doses orais de até 63 mg/kg (cerca de 14 vezes o valor da dose oral máxima de 45 mg/m2 recomendada para humanos). Não foram notados tumores provocados pelo fármaco50, com exceção da bexiga66. Em ratos machos, foram notadas neoplasias67 benignas e/ou malignas em células68 transicionais com doses de 4 mg/kg/dia ou mais (aproximadamente igual à dose oral máxima em mg/m2 recomendada para humanos).

Outro estudo de dois anos em carcinogenicidade foi realizado em camundongos de ambos os sexos com doses orais de 100 mg/kg/dia (aproximadamente 11 vezes a dose oral máxima em mg/m2 recomendada para humanos). Não foram notados em nenhum órgão tumores provocados pelo fármaco50. Em roedores que receberam drogas experimentais com dupla atividade PPAR α/γ, foram observados tumores no trato urinário69; porém a pioglitazona é considerada um agonista70 seletivo para PPARγ. Durante a análise prospectiva de citologia urinária que abrangeu acima de 1800 pacientes que utilizaram pioglitazona em estudos clínicos com duração de até 1 ano, nenhum caso novo de tumor71 na bexiga66 foi relatado.

Esporadicamente, valores anormais de citologia urinária mostrando provável malignidade foram notados em pacientes que receberam cloridrato de pioglitazona (0,72%) como em pacientes que receberam placebo23 (0,88%). Em um conjunto de estudos de toxicologia genética, entre eles o teste bacteriano de Ames, um teste de ativação mutagênica de células68 de mamíferos (CHO/HPTR e AS52/XPRT), um teste citogenético in vitro usando células68 CHL, um teste de síntese de DNA não programado e um teste in vivo de micronúcleos, o cloridrato de pioglitazona não foi considerado mutagênico.

Eventos adversos sobre a fertilidade não foram relatados em ratos de ambos os sexos para doses orais de até 40 mg/kg/dia de cloridrato de pioglitazona (cerca de 9 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos) no período anterior e durante o acasalamento e gestação.

Toxicologia animal: em camundongos, ratos e cães que receberam cloridrato de pioglitazona, cerca de 11, 1 e 2 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos, respectivamente, foi relatado um aumento do coração72: em camundongos, o aumento relatado foi de 100 mg/kg, enquanto que nos ratos e cães o aumento foi de ≥ 4mg/kg e 3 mg/kg, respectivamente. Em um estudo realizado em ratos, com duração de 1 ano, foi observada morte precoce ligada ao fármaco50 devido a aparente disfunção cardíaca na dose oral de 160 mg/kg/dia (35 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos). Através de um estudo realizado em macacos com 13 semanas de duração, foi observado um aumento do coração72 com doses orais ≥ 8,9 mg/kg (cerca de 4 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos), entretanto este efeito não foi observado em estudos de 52 semanas de duração com doses orais de 32 mg/kg (cerca de 13 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos).

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Insuficiência renal73: a meia-vida de eliminação da pioglitazona, M-III e M-IV não sofre alteração em pacientes que apresentam disfunção renal74 moderada (depuração de creatinina75 de 30 a 60 ml/min) a grave (depuração de creatinina75 < 30 ml/min) quando é comparada com indivíduos normais. Para pacientes12 que apresentam disfunção renal74 nenhum ajuste de dose é recomendado (ver Posologia).

Insuficiência hepática46: quando comparados com controles normais, pacientes que apresentam disfunção hepática51 (Child-Pugh grau B/C) possuem uma diminuição de cerca de 45% nas concentrações de pico médias e totais da pioglitazona, porém sem modificação nos valores médios de AUC. Caso o paciente demonstre evidência clínica de doença hepática51 ativa ou níveis de transaminase sérica superiores a 2,5 vezes o limite superior de normalidade, o tratamento com cloridrato de pioglitazona não deve ser iniciado (ver Advertências e precauções).

Idosos: as concentrações de pico e totais de pioglitazona no sangue76 em pessoas idosas saudáveis não são relevantemente diferentes, entretanto os valores de AUC e os de meia-vida terminal são um pouco superiores em relação às pessoas mais jovens. Devido à baixa magnitude, estas alterações não foram consideradas clinicamente importantes. Cerca de 500 pacientes que estavam envolvidos no estudo placebo23-controlado tinha idade igual ou superior a 65 anos. Entre estes pacientes e pacientes mais jovens, não foram observadas diferenças relevantes na segurança ou eficácia.

Crianças: não existem dados disponíveis de farmacocinética em crianças. Uma vez que a segurança e eficácia da pioglitazona não foram avaliadas em crianças, o uso deste medicamento para pacientes12 menores de 18 anos não é recomendado.

Gravidez77: a pioglitazona não foi considerada teratogênica78 em ratos para doses orais até 80 mg ou coelhos que utilizaram até 160 mg/kg durante o período de organogênese (cerca de 17 a 40 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicadas para seres humanos respectivamente). Quando ratos receberam doses orais ≥ 40 mg/kg/dia (cerca de 10 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos) foram notados parto demorado e embriotoxicidade. Na prole dos ratos, não foram constatadas toxicidade79 funcional ou comportamental. Foi constatada embriotoxicidade em coelhos para um dose oral de 160 mg/kg (cerca de 40 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos). Na prole de ratos para doses orais ≥ 10 mg/kg (cerca de 2 vezes a dose oral máxima em mg/m2 indicada para seres humanos) durante o término da gestação e lactação80 foi constado um atraso de desenvolvimento pós-natal em virtude ao decréscimo de peso corporal. Não foram realizados estudos adequados e bem controlados em mulheres gestantes. PIOGLIT deve ser utilizado durante a gestação somente quando os potenciais benefícios superarem o risco potencial para o feto81.

Uma vez que dados atuais indicam fortemente que valores de glicose82 no sangue76 fora da normalidade durante a gravidez77 estão relacionados com alta incidência30 de anomalias congênitas83, assim como com o aumento da morbidade84 e mortalidade11 em recém-nascidos, grande parte dos especialistas indicam terapia insulínica durante a gravidez77 para a manutenção dos níveis de glicose82 no sangue76 o mais próximo possível do normal.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Categoria de risco: C

Lactação80: em ratas, pode-se observar a secreção de leite durante o período de lactação80. Em mulheres, não se tem o conhecimento se a pioglitazona é secretada no leite. Considerando que diversos fármacos são secretados no leite humano, o uso de pioglitazona durante o período de lactação80 é contraindicado.

Sexo: em mulheres, foram observados valores médios de Cmax e AUC aumentados de 20 a 60%. Tanto em monoterapia como em associação com sulfoniluréia, metformina31 ou insulina10, PIOGLIT é responsável por melhorar o controle da glicemia63 em ambos os sexos. Em estudos clínicos controlados, as reduções da HbA1c9 em relação aos valores basais, foram geralmente superiores em mulheres do que nos homens (diferença média na HbA1c9 de 0,5%). Partindo do princípio que a terapia deve ser de acordo com cada paciente para atingir o controle da glicemia63, a ajuste de dose considerando-se o sexo do paciente não é recomendado.

Etnia: não existem informações sobre farmacocinética para diversos grupos étnicos.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
2 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
5 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
6 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
7 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
8 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
9 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
10 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
11 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
12 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
13 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
14 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
15 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
16 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
17 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
18 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
19 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
20 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
21 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
22 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
23 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
24 Edema macular: Inchaço na mácula.
25 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
26 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
27 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
28 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
29 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
30 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
31 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
32 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
33 Doença macrovascular: Doença de grandes vasos, como aquelas encontradas no coração. Lipídeos e coágulos sangüíneos acumulam-se nos vasos e podem causar aterosclerose, doença coronariana, derrames ou doença vascular periférica.
34 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
35 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
36 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
37 Doença coronariana: Doença do coração causada por estreitamento das artérias que fornecem sangue ao coração. Se o fluxo é cortado, o resultado é um ataque cardíaco.
38 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
39 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
40 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
41 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
42 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
43 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
44 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
45 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
46 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
47 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
48 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
49 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
50 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
51 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
52 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
53 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
54 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
55 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
56 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
57 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
58 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
59 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
60 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
61 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
62 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
63 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
64 Glicemia de jejum: Teste que checa os níveis de glicose após um período de jejum de 8 a 12 horas (frequentemente dura uma noite). Este teste é usado para diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Também pode ser usado para monitorar pessoas com diabetes.
65 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
66 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
67 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
68 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
69 Trato Urinário:
70 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
71 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
72 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
73 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
74 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
75 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
76 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
77 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
78 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
79 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
80 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
81 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
82 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
83 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
84 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.

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