REAÇÕES ADVERSAS PIOGLIT

Atualizado em 28/05/2016

Foram realizados estudos clínicos em todo o mundo com mais de 5900 pacientes que apresentavam diabetes tipo 21 e foram tratados com pioglitazona. Nos estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, mais de 4700 pacientes utilizaram pioglitazona, mais de 3300 foram tratados no período de 6 meses ou mais e mais de 450 pacientes receberam pioglitazona por um período de 1 ano ou mais. No quadro a seguir, apresentamos a incidência2 geral e os tipos de eventos adversos observados nos estudos clínicos placebo3-controlado que utilizaram a pioglitazona em monoterapia doses de 7,5 mg, 15 mg, 30 mg ou 45 mg uma vez ao dia:

Estudos clínicos de pioglitazona em monoterapia, controlados com placebo3: eventos adversos relatados com frequência ≥ 5% dos pacientes tratados com pioglitazona

A incidência2 de grande parte dos eventos adversos observados foi similar nos grupos que receberam pioglitazona isoladamente e nos grupos que receberam pioglitazona associada com sulfoniluréia, metformina4 ou insulina5. Em relação ao edema6, foi observado um aumento da ocorrência deste evento em pacientes que receberam a associação pioglitazona e insulina5 quando comparado com pacientes que receberam apenas insulina5.

No grupo de 379 pacientes que receberam a associação pioglitazona e insulina5, 10 pacientes apresentaram dispnéia7 e também, em determinado período da terapia, alteração do peso corporal ou edema6. Desses pacientes, 7 utilizaram diuréticos8 para o tratar estes sintomas9.

Este fato não foi observado no grupo que recebeu a associação insulina5 e placebo3.

A taxa de desistência dos estudos clínicos provocada por um evento adverso com exceção da hiperglicemia10 foi semelhante no grupo que recebeu placebo3 (2,8%) e no grupo que recebeu pioglitazona (3,3%). Durante a administração da associação pioglitazona com sulfoniluréia ou insulina5, foi observada uma hipoglicemia11 leve a moderada. Nos pacientes que receberam placebo3, 1% deles apresentaram hipoglicemia11 enquanto que para os pacientes que receberam pioglitazona associada com sulfoniluréia, a incidência2 de hipoglicemia11 foi em 2% dos pacientes.

Quando a pioglitazona foi associada com uma insulina5, observou-se hipoglicemia11 em 5% dos pacientes que receberam placebo3, 8% dos pacientes que receberam 15 mg de cloridrato de pioglitazona e 15% dos pacientes que receberam 30 mg de cloridrato de pioglitazona (ver Advertências e precauções). Nos estudos duplo-cegos de monoterapia, observou-se anemia12 em < 2% dos pacientes que receberam pioglitazona e 0% dos pacientes que receberam placebo3. A associação pioglitazona e insulina5 provocou anemia12 em 1,6% dos pacientes tanto nos grupos que receberam pioglitazona quanto no que recebeu placebo3. Quando a pioglitazona foi associada com uma sulfoniluréia, observou-se anemia12 em 0,3% dos pacientes que receberam pioglitazona e 1,6% dos pacientes que receberam placebo3. Quando associada com metformina4, a anemia12 foi constatada em 1,2% dos pacientes que receberam pioglitazona e 0,0% dos pacientes que receberam placebo3.

Em estudos de monoterapia, observou-se edema6 em 4,8% dos pacientes que receberam pioglitazona e 1,2% dos pacientes que receberam placebo3. Quando associada com insulina5, foi observada uma maior frequência de edema6 em pacientes que receberam pioglitazona (15,3%) quando comparado com aqueles que receberam placebo3 (7,0%). Todos esses eventos foram classificados de intensidade leve ou moderada (ver Advertências e precauções).

Em estudos de terapia combinada13, observou-se edema6 em 7,2% dos pacientes que receberam pioglitazona e sulfoniluréia quando comparado com 2,1% dos pacientes que receberam apenas sulfoniluréia. Quando a pioglitazona foi associada com metformina4, observou-se edema6 em 6,0% dos pacientes que receberam essa associação em comparação com 2,5% dos pacientes que receberam apenas metformina4. Em estudos da associação pioglitazona e insulina5, foi constatado edema6 em 15,3% dos pacientes que receberam essa associação quando comparados com 7,0% dos pacientes que receberam apenas insulina5 (ver Advertências e precauções). A maior parte desses eventos foi classificada como de intensidade leve ou moderada.

Início ou piora do edema macular14 do paciente diabético com redução da acuidade visual15 foi constatado nos relatórios recebidos de pós-comercialização (ver Advertências e precauções).

Em um estudo clínico de 16 semanas de duração de terapia associada de insulina5 e pioglitazona, 1,1% dos pacientes que foram receberam a associação apresentaram insuficiência cardíaca congestiva16 quando comparado a 0,0% dos pacientes que receberam apenas insulina5 (ver Advertências e precauções).

Anormalidades laboratoriais

Hematológicas: pode ocorrer diminuição dos valores de hematócrito17 e hemoglobina18 devido ao uso de pioglitazona. Em todos os estudos clínicos realizados, os valores médios de hemoglobina18 sofreram redução de aproximadamente 2 a 4 % nos pacientes que receberam pioglitazona. Essa redução foi observada, geralmente, dentro das primeiras 4 a 12 semanas de terapia e manteve-se relativamente sem alteração após estas semanas. Essas alterações podem estar associadas ao aumento do volume plasmático relacionado ao tratamento com pioglitazona e não foi relacionada a nenhum efeito clinico hematológico significante.

Transaminases séricas: durantes os estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, 0,30% (14/4780) dos pacientes que receberam pioglitazona apresentaram valores de ALT ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade. Foram observadas elevações reversíveis de ALT em todos os pacientes que estavam sob acompanhamento. No grupo de pacientes que receberam pioglitazona, os valores médios de bilirrubina19, AST (aspartato-amino transferase), ALT, fosfatase alcalina20 e gama GT apresentavam-se diminuídos na última consulta em comparação com os respectivos valores basais. Resultados anormais da função hepática21 provocaram a saída de menos de 0,9% dos pacientes que receberam pioglitazona dos estudos americanos. Em estudos clínicos de pré-comercialização, não foram relatados casos de reações idiossincráticas pelo fármaco22 gerando insuficiência hepática23 (ver Advertências e precauções).

CPK (creatinina24 fosfoquinase): foram relatados em testes laboratoriais obrigatórios em estudos clínicos aumentos esporádicos e transitórios nas taxas de CPK. Em 9 pacientes observou-se um aumento único e isolado para taxas superiores a 10 vezes o limite superior de normalidade (valores de 2150 a 11400 UI/l); 6 destes pacientes mantiveram o tratamento com pioglitazona, 2 já tinham recebido todo o medicamento no momento do resultado do teste e 1 paciente saiu do estudo em virtude desse aumento. Esses resultados normalizaram-se sem qualquer sequela25 clínica aparente. A ligação desses eventos e a terapia com pioglitazona não é conhecida.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
4 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
5 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
6 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
7 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
8 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
11 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
12 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
13 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
14 Edema macular: Inchaço na mácula.
15 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
16 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
17 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
18 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
19 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
20 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
21 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
23 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
24 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
25 Sequela: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.

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